<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-26204240</id><updated>2011-07-28T18:28:23.943-03:00</updated><category term='dramaturgia'/><category term='teatro'/><category term='cinema'/><title type='text'>UM RIM DESLOCADO NO ESPAÇO</title><subtitle type='html'>Poesias, Dramaturgia, Música e Contos de interesse público.
Notícias de minhas peripécias.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://guarapiran.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guarapiran.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Guarapiran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06556240136400420477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SpOCxfB2tKI/AAAAAAAAAHQ/TiiZKBbYDwM/S220/corla.bmp'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>22</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26204240.post-1135898229631317134</id><published>2009-08-25T02:32:00.002-03:00</published><updated>2009-08-25T02:42:33.994-03:00</updated><title type='text'>RETOMANDO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_cGa6-QxBNk4/SW9TrLDtmwI/AAAAAAAAAEI/ZnzLns9o6RY/S660/flyer+quarto.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 409px; height: 660px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_cGa6-QxBNk4/SW9TrLDtmwI/AAAAAAAAAEI/ZnzLns9o6RY/S660/flyer+quarto.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;oLA, depois de longo tempo sem postar nada, talvez porue tivesse um pouco ocupado ou desocupado com outras tarefas, mas é bom que a qualidade das coisas podem ser melhor observadas e discutidas.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma das reflexões em que me meti foram a Crítica Teatral, a partir do curso 2008\2009 na ELT com o Kil Abreu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um destes resultados quero compartilhar. É um ensaio sobre a peça e a encenação do "O Quarto", de Harold Pinter,  com encenação Club Noir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Ensaio : O universal na dramaturgia de Harold Pinter e o Particular na encenação d’O Quarto pela Cia Club Noir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;Uma situação particular para falar do universal, essa parece uma das propostas explícitas da dramaturgia de Harold Pinter, infusas principalmente no texto que é alvo da presente reflexão. As conjecturas entre texto e cena são feitas aqui por uma experiência de tempos diferentes que são a leitura do texto, apreensão maleável e reversível, e a experiência de espectador da representação, leitura de sucessão irreversível. Do caráter da interpretação do texto é que se pretende discutir, mas antes que se desenhe juízos de valor arbitrários e subjetivos sobre o texto e a encenação, tentarei dar valor mais ao confronto de qualidades positivas ou negativas (mas, sempre como qualidades) que se mostraram tangíveis no palco e texto.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;O primeiro atrito criativo, latente, entre texto/cena é o tratamento das rubricas ou didascálias.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Elas são o canal direto e performativo do dramaturgo para a encenação, ou ao leitor. A qualidade das rubricas que aparecem no texto são, majoritariamente, de indicações sobre os gestos, os movimentos, entradas e saídas. Detalham a movimentação espacial e ações objetivas sobre os objetos e pessoas. Historicamente esta qualidade é usual no “teatro naturalista”, conhecido em final do séc XIX, que “visa oferecer uma representação exata dos meios sociais dos personagens” (&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Dominique Maingueneau). &lt;/i&gt;A crítica a esse recurso está na vinculação passiva e conivente com a ideologia burguesa, que procura instituir os comportamentos e ações de indivíduos da classe dominante como representação fatalista, não-historicamente construída, e portanto, contraditoriamente reversível. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;A literalidade do texto parece indicar um falso naturalismo, em contraposição à confusão estabelecida das lógicas argumentativas e de locuções (modo próprio de se expressar) dos personagens. Estas lógicas deveriam ser claras e mais ou menos facilmente perseguíveis pelo “contemplador do teatro naturalista”. A encenação desconfiou das indicações objetivas e embarcou pela opção de um jogo de cena enigmático e sensorial. A movimentação das personagens são deslocamentos nitidamente traçados no espaço, a relação acontece através de linhas e geometrias imaginárias. Essa atitude questiona a validade das rubricas e age determinante na chave da interpretação. Os intérpretes, principalmente a atriz Juliana Galdino, através da protagonista Rose, interiorizam as ações para tentar livrar o público da aceitação natural de seus gestos e ações. Exteriorizam uma não-representação. Espectros amortizados, estáticos, mínimos gestos. Articulam um exasperado jogo de enunciações que apelam ao nosso auditivo, tentam conduzir o público ao universo misterioso, onde deve-se buscar a recriação do que possa estar acontecendo naquela realidade específica proposta. Isso mostra o caráter de sugestão da representação, sua responsabilidade e característica de lançar uma mediação onde “tudo-não-está-dado” e sua jogar para o espectador a qualidade precípua de participatividade com a obra. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;Interpretação do texto para a direção da peça e os atores, nesse tratamento, é deixar espaço para a apreensão do sentido parcial, incompleto e aberto. Tentativa de devolver aos expectadores um poder atrofiado da imaginação, da cumplicidade distanciada e desinteressada. Imagens que temos que recuperar, criar e preencher. Quão difícil parece ser essa nossa parte da responsabilidade no fenômeno artístico, se nos propusermos a cada solicitação da nossa imaginação tentar desviar das imagens completas e totalizantes que os monstros midiáticos bombardeiam e tornar com algo simples e infenso como resposta a nossa condição marchetada na sociedade.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;Outro atrito criativo se estabelece na qualidade de tratamento do elemento da escuridão. O escuro é o que nos engole e é o que nos devolve às potências do imaginário. Depois do próprio quarto que dá nome ao universo da peça, o escuro parece ser o elemento central, o quarto contém seu buraco negro, é um sistema, complexo e irracional agindo. Imerso nele só podemos ser devotos da incerteza, tatear caminhos e objetos. Rose, a protagonista, em vez de irradiar pensamentos e ações, parece tragar, num imenso repuxo uma trama confusa de narrações, memórias e diálogos entrecortados. A entropia das preocupações cotidianas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;Quando a visão se compromete na vaga escuridão, o sentido privilegiado é o auditivo, vemos/enxergamos com os ouvidos. A inconsciência e o esquecimento das coisas não fazem desaparecer os objetos e circunstâncias que não compreendemos e mal absorvemos. Elas existem, habitam e atuam em algum lugar de nós, no escuro, depositadas, relegadas e quase inalcançáveis voluntariamente, prontas a emergirem do mais fundo, do mais distante, onde a luz só pode roçar, já fraca e débil. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;Rose, como elemento central desse universo, se move e fala no espaço de modo atordoado, entre as preocupações com o marido, Bert, na iminência de sair em plena geada, a pilotar sua caminhonete e a tensão crescente que se constrói sobre as especulações de quem habita o porão do prédio. A sugestão virtual da materialidade do prédio revela que este é composto por andares inumeráveis, habitações de inquilinos, zelado pelo senhorio/proprietário, Sr. Kidd, uma espécie de agenciador e mantenedor da inconsciência do lugar. A relação de moradia entre morar no subsolo (“lá em baixo”) e os andares acima (“lá em cima”) remete a uma situação de aparente superioridade em comodidade, conforto e bem-estar. Nesse prédio, a altura, que distancia as pessoas, pode ser duplamente entendida. No sentido das diferenças de classe social e também em sentido das relações psicológicas indesejadas, evitadas, incontroladas e de curiosidade que habitam, trafegam e querem se comunicar: - “Quem é que vive lá embaixo?”, é a indagação que de início aparece e vai aquecer o ambiente com as especulações e vaga lembrança de Rose ter habitado o porão do prédio; lugar de úmida e sombria memória, capaz de incomodar a imaginação: pensar que alguém agora pode suportar habitar tal posição; é isuportável. O diagrama do prédio tem a parte inferior e superior um tanto desconhecidas e inacessíveis, configura-se como um mistério que reflete a derrelição da personagem e os limites da consciência humana.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;“Este é um bom quarto. Num sítio assim temos hipóteses”, afirma Rose a sensação e a imanência do espaço, na sua segurança de pensar o quarto como invólucro protetor das incertezas exteriores: o frio e a umidade, por exemplo. Um quarto, uma mulher, o mundo alheio afora, seres que propõem a desestabilidade, desafiam a lógica e a disposição de se pensarem a si mesmo e suas relações . A superproteção do mundo interno; as necessidades de reafirmações sobre estarem num lugar sossegado, quente e tranqüilo; o zelo maternal e a confiança da condução sobre seu marido; as negações do chamado misterioso do pai; a violência, a agressividade e descontrole sobre tratar o mensageiro. Que poder é esse de nos tornarmos fantasmas da nossa própria existência, observar à espreita as relações das pessoas e coisas quando sua própria vida desmorona e te cobra.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;Estamos na imanência do espaço associativo onde as intenções são da mais potente ambigüidade colateral, referem-se ao estrito das relações ficcionais e ao extenso universo das realidades subjetivas e universais do leitor e expectador. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;A confiança de Rose no marido, como capacitado condutor de sua caminhonete, em meio a uma geada, parece indicar um caminho subjetivo da entrega do seu destino às conduções de seu companheiro. Ou um indício lato para a reflexão sobre a qualidade e quantidade da delegação que operamos para sermos conduzidos pelo outro em nossos destinos. E na reverberação dessa imagem: condutor/conduzido, somos seres guiados e guias, simultaneamente, de destinos alheios, numa estrada escorregadia e perigosa, à mercê de colisões e desastres. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;O homem que habita o porão quer emergir e atormenta o senhorio que agencia o encontro conflituoso com Rose. Sua prefiguração como sendo negro e cego traz agravantes de preconceito histórico, internalizado na personagem, de raça e deficiência. As ofensivas são um ódio precedente, irracional e defensivo para evitar o confronto da mensagem que Riley é portador. Sua função de mensageiro e cego é mitologicamente comparado a Hermes e Tirésias, personagens mediadores de uma comunicação sem precedentes, detonadora, trágica sobre o destino do herói; ponto sem retorno; são também oniscientes da situação que os envolve e os reclama. Ao recado do Pai de Rose para que volte para a casa, sua resposta é forte e ao mesmo tempo vacilante: - “é tarde”, nesse ponto concentra o derradeiro ato trágico e remete ao chamado de Hamlet pelo fantasma de seu belicoso pai. Convite ao desvario, convocação desestabilizadora do espírito, contato com algo maior que sua existência, o sobrenatural, a entrada ao mundo do caos, a irrupção do impossível, a angústia da liberdade, a invasão da matilha de lobos.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;A estrutura dramática do texto é de transcurso linear, começo meio e fim, composto de um plano em que a lógica das movimentações corresponde a uma mimética naturalista, mas uma estranheza ou ruído gerado pela lógica interna dos diálogos e intenções das personagens abalam o mundo aparentemente estático e controlado que a tessitura do texto propõe. É de extrema sutileza as inter-relações pessoais que elidem uma condição simbólica e significativa para além do câmbio individual que é acintosamente obscura incompleta para gerar identificação emocional e psicológica. O texto move-se por sugestões e brechas para promover uma reflexão de condições mais gerais da nossa humanidade (exemplo sobre o texto do casal). Há uma tendência dispersiva sobre a condução da elucidação da linha de força dramática, que é saber quem é a figura do porão e porque tem o desígnio de trazer o recado peremptório do drama. O universo ficcional está se refletindo sobre si e não apenas se concentrando e preparando o cheque do destino individual. A propensão da instiga de saber das origens das leis de forças que mantém aqueles seres inconscientes e vacilantes sobre seu passado e futuro, provoca nossa necessidade de interpretar as mesmas leis de forças que por analogia atravessa nossa realidade individual e social. Tarefa inconteste de exercer cada dia mais consciente as rédeas de nosso destino.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 24px; "&gt; 14/07/09&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26204240-1135898229631317134?l=guarapiran.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guarapiran.blogspot.com/feeds/1135898229631317134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26204240&amp;postID=1135898229631317134&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/1135898229631317134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/1135898229631317134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guarapiran.blogspot.com/2009/08/retomando.html' title='RETOMANDO'/><author><name>Guarapiran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06556240136400420477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SpOCxfB2tKI/AAAAAAAAAHQ/TiiZKBbYDwM/S220/corla.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_cGa6-QxBNk4/SW9TrLDtmwI/AAAAAAAAAEI/ZnzLns9o6RY/s72-c/flyer+quarto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26204240.post-5641438107921478253</id><published>2009-08-10T20:44:00.004-03:00</published><updated>2009-08-10T21:28:08.475-03:00</updated><title type='text'>CHÁ DE COZINHA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SoC1rEpVQAI/AAAAAAAAAHI/WKBg_ZZM1cg/s1600-h/DSC02498.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SoC1rEpVQAI/AAAAAAAAAHI/WKBg_ZZM1cg/s320/DSC02498.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368490507411734530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SoC0com1qMI/AAAAAAAAAHA/DY9jbulCaOY/s1600-h/DSC02466.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SoC0com1qMI/AAAAAAAAAHA/DY9jbulCaOY/s320/DSC02466.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368489159855286466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SoC0b3kM9gI/AAAAAAAAAG4/iINXD0iZy_c/s1600-h/cabe%C3%A7a.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 314px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SoC0b3kM9gI/AAAAAAAAAG4/iINXD0iZy_c/s320/cabe%C3%A7a.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368489146690893314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style=" color: rgb(128, 128, 128);  font-family:Tahoma;font-size:48px;"&gt;Lívia e Rogério&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="Segoe UI&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#444444;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="ecapple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;color:gray;"&gt;convidam para o &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="Segoe UI&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#444444;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="ecapple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=" ;font-family:Tahoma;font-size:16.0pt;color:red;"&gt;chá de cozinha&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=" Segoe UI&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#444444;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="Segoe UI&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#444444;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="ecapple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;color:gray;"&gt;dia 15 de agosto de 2009 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="Segoe UI&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#444444;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="ecapple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;color:gray;"&gt;às 19 horas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="Segoe UI&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#444444;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="Segoe UI&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#444444;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="ecapple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;color:gray;"&gt;na rua amaral gurgel, 158 ap 41&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="Segoe UI&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#444444;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Tahoma;color:#808080;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color: rgb(0, 0, 0);  font-family:Georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Tahoma;color:#808080;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: center; "&gt;&lt;span class="ecapple-style-span"&gt;&lt;span style="  ;font-family:Tahoma;color:gray;"&gt;t. 8505.4409&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="  color: rgb(68, 68, 68); font-family:'Segoe UI';font-size:10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: center; "&gt;&lt;span class="ecapple-style-span"&gt;&lt;span style="  ;font-family:Tahoma;color:gray;"&gt;12. 9182.1620&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Tahoma;color:#808080;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Tahoma;color:#808080;"&gt;(confira o mapa: &lt;span class="Apple-style-span"  style="color: rgb(0, 0, 0);  font-family:Georgia;"&gt;&lt;a href="http://maps.google.com.br/maps?utm_campaign=pt_BR&amp;amp;utm_source=pt_BR-ha-latam-br-bk-gm&amp;amp;utm_medium=ha&amp;amp;utm_term=google%20maps"&gt;http://maps.google.com.br/maps?utm_campaign=pt_BR&amp;amp;utm_source=pt_BR-ha-latam-br-bk-gm&amp;amp;utm_medium=ha&amp;amp;utm_term=google%20maps&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Tahoma;color:#808080;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="Segoe UI&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#444444;"&gt;&lt;o:p&gt;Confira a lista abaixo &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="ecapple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;color:gray;"&gt; (Obs.: se quiser assinalar o item escolhido deixe um comentário abaixo e confira para saber se alguém já escolheu)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="Segoe UI&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#444444;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="Segoe UI&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#444444;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="ecapple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;color:red;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="Segoe UI&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#444444;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;ABRIDOR DE LATA&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;AVENTAL&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;DESCASCADOR DE LEGUMES&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;ESPREMEDOR DE BATATAS&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;ESPREMEDOR DE LARANJA&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;FORMAS DE PIZZA E BOLO (REDONDA E RETANGULAR)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;FRUTEIRA&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;LEITEIRA&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;LIXEIRA&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;MARINEX&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;PANO DE PRATO&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;POTES PARA CONDIMENTOS&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;POTES PARA SOBREMESA&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;PENEIRA&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;RALADOR&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;SACARROLHA&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;SALADEIRA&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;TÁBUA DE CARNE E DE LEGUMES&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;TALHER&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;TAPEWARE&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;TOALHA DE MESA &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;TOSTADEIRA&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;VASSOURA&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26204240-5641438107921478253?l=guarapiran.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guarapiran.blogspot.com/feeds/5641438107921478253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26204240&amp;postID=5641438107921478253&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/5641438107921478253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/5641438107921478253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guarapiran.blogspot.com/2009/08/cha-de-cozinha.html' title='CHÁ DE COZINHA'/><author><name>Guarapiran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06556240136400420477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SpOCxfB2tKI/AAAAAAAAAHQ/TiiZKBbYDwM/S220/corla.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SoC1rEpVQAI/AAAAAAAAAHI/WKBg_ZZM1cg/s72-c/DSC02498.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26204240.post-6844872088614500219</id><published>2008-06-29T03:05:00.003-03:00</published><updated>2008-12-10T23:50:54.286-02:00</updated><title type='text'>TEXTO INÉDITO: A DOAÇÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SGcnpU46eUI/AAAAAAAAAEo/_W065zpb6fY/s1600-h/rim.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5217182284267551042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SGcnpU46eUI/AAAAAAAAAEo/_W065zpb6fY/s320/rim.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Este texto foi escrito em 2006 para o CPT.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;POR ROGÉRIO GUARAPIRAN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A DOAÇÃO ₢&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Personagens: Marcelo, Carlina Junta Médica..&lt;br /&gt;Cena: sala de espera de um hospital.&lt;br /&gt;Na sala estão Marcelo e Carlina impacientes.Entra a Junta Médica, uma espécie de pequeno coro, ouve-se um agudo gemido de dor renal que em intervalos se repete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M – Então doutores, como vai minha mãe?&lt;br /&gt;JM – Seus rins estão próximo da falência, é urgente o transplante para tentar salvá-la.&lt;br /&gt;M – Mas como...? Com toda tecnologia que vocês têm, e a dinheirama que minha mãe tem gasto no tratamento, vocês não...&lt;br /&gt;JM – Tudo que tinha de ser feito foi.&lt;br /&gt;M – Esta aí Carlina, nossos melhores médicos e não conseguem consertar um rim, vamos procurar outros especialistas: medicina oriental, uma cirurgia espiritual, um pajé, aposto que curaria minha mãe, um pajé.&lt;br /&gt;C – Acalme-se querido, é claro que eles fizeram tudo que estava ao alcance.&lt;br /&gt;M – Por que não a levaram para Cuba, aposto que aqueles socialistas dariam jeito, vamos para Cuba querida!&lt;br /&gt;JM – No estado em que está não chega nem na esquina.&lt;br /&gt;M – Incompetentes!&lt;br /&gt;JM - Quer nos acompanhar para sala de cirurgia?&lt;br /&gt;M –(desconfiado) Para quê? (esconde-se atrás da mulher)&lt;br /&gt;JM – Para que se realize o transplante.&lt;br /&gt;M – Vocês querem o meu rim? Levem o dela. (empurra a mulher aos médicos)&lt;br /&gt;JM – Você é o único doador.&lt;br /&gt;M – E vocês, por acaso perguntaram se ela que quer mesmo o meu rim? Minha mãe não gosta de coisa usada... nunca comprou carro de segunda mão... dizia que as coisas que já foram de outras pessoas ficam carregadas de energias que nem sempre são boas e afetam nossa harmonia. E eu estou carregado da cabeça aos pés. (ouve-se um agudo gemido de dor renal) Ah, isso me dá um frio nos rins.&lt;br /&gt;JM – O senhor bem logo se decida porque o tempo urge.&lt;br /&gt;C –(tomando a frente do marido) Mas já está decidido (ele se espanta), ele só está um pouco perturbado com os fatos... ver a mãe a beira da morte, desnorteia qualquer um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A JM apanha-o e o vai arrastando, ele debate-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M – Ei, ei... vamos com calma, esperem... tirem as mãos do meu rim! (eles param) Preciso falar com minha esposa a sós, despedir-me. (a JM espera o consentimento da esposa que acena positivo, eles se retiram)&lt;br /&gt;C – O que deu em você? É a sua mãe...&lt;br /&gt;M – É meu rim!&lt;br /&gt;C – Como você é egoísta.&lt;br /&gt;M – Eu?! De maneira alguma, eu só penso nos riscos.&lt;br /&gt;C – Com você estão os melhores médicos, não há o que temer.&lt;br /&gt;M – Não contesto a perícia deles, devem manejar bem a faca... é que quando se pensa na circunstância de se ficar oco... ah, não é nada agradável.&lt;br /&gt;C – Uma pessoa vive bem com apenas um rim.&lt;br /&gt;M – Você está querendo dizer que Deus esbanjou dando-nos dois rins à toa? Para que um fique de reserva, ocioso...? Por que, então, não nos deu logo dois corações, dois cérebros...?&lt;br /&gt;C – Olha só, passou até a acreditar em Deus como criador...?&lt;br /&gt;M – Com esta ciência incompetente temos que apelar pra Deus. Você viu como aqueles médicos olhavam para o meu rim, com olhar de fome. Bem vejo agora que as coisas não são por acaso. Existe uma ordem no universo, e é o homem quem procura bagunçar as coisas que foram deixadas em ordem. Veja eu, uma máquina perfeita, tudo em função, trabalhando em harmonia. O que acontece se tiram uma engrenagem de um relógio? Por menor que seja, ele para!&lt;br /&gt;C – Você não está pensando bem, misturando coisas que não tem relação.&lt;br /&gt;M – Tudo bem, eu vou continuar a viver sem um rim, com um vazio dentro de mim, mas está tudo bem. Depois vou sair na rua, as pessoas vão apontar: lá vai o homem sem um rim, não duvide que vão rir de mim.&lt;br /&gt;C – Deixe de drama, como que alguém vai notar uma coisa desta?&lt;br /&gt;M – Nesse mundo reparam em tudo. Mas deixe estar... vou pedir para eles preencherem com jornal velho, ninguém vai notar... imagina.&lt;br /&gt;C – Cada coisa horrível que você pensa... bote na cabeça que está salvando uma vida, e que não é uma pessoa qualquer, é uma pessoa que te ama muito.&lt;br /&gt;M – Ah, mas quem garante que isso vai salvar a vida dela?&lt;br /&gt;C – É a única chance.&lt;br /&gt;M – É uma roleta russa e quem pode se dar mal nisso tudo sou eu que vou ficar sem rim. Se não der certo será que eles devolvem?&lt;br /&gt;C – Vai tudo dar certo.&lt;br /&gt;M – E você já ouvir falar de tráfico de órgãos...? Isso é uma rede internacional. Pode ser que um deles faça parte, aí bau-bau...&lt;br /&gt;C – Ora, que absurdo!&lt;br /&gt;M - ... lá se vai meu rim para Índia, para China... um desses países populosos que estão sempre precisando de órgãos... (a mãe geme) Ah mamãe, me desculpe.&lt;br /&gt;C – É certo ficar preocupado, mas você já está passando dos limites. A sua mãe sofrendo, pelo jeito, não é nada para você. Dê a oportunidade para ela ver os netos crescerem. As pessoas vão te acusar sim, te apontar sim, se você negar esse seu rim para mulher que te deu a vida. Os nossos filhos... o exemplo vergonhoso e covarde que você seria pra eles. Não decepcione nossa família.&lt;br /&gt;M – Já que falou nos nossos filhos, eu não queria chegar nesse ponto que eu achava ser só uma intuição, mas estou vendo que é bem aí o problema da minha indecisão.(pausa) Não está vendo a maldição que está para se formar em nossa família?&lt;br /&gt;C – Estou sim, na tua recusa.&lt;br /&gt;M – Pois não! (pausa) Te digo que vou doar meu rim.(pausa) Aí está feito! (pausa) Sou eu quem depois amanhã vou precisar repor a peça perdida e quem vai me socorrer?&lt;br /&gt;C – E quem disse que você vai ter o mesmo problema de sua mãe...?&lt;br /&gt;M – Quem vai me socorrer?&lt;br /&gt;C – Não duvido que um de nossos filhos bem faria de bom grado, mas...&lt;br /&gt;M – Ahá... pois está aí mesmo a continuação da atrocidade a que estaríamos condenados. E as nossas gerações futuras, como se lembrariam de mim? Como o miserável inaugurador dessa maldição. Por favor, meu Deus, não me condene a isso! (a mãe geme)&lt;br /&gt;C – Você realmente se supera, eu não acredito, eu não acredito... olha,(pausa) eu é que não posso conviver com esta vergonha, não... é contra tudo o que eu ensino para os nossos filhos: o amor, a solidariedade... em primeiro lugar... ah, você se decida! Mas saiba que se deixar a sua mãe morrer por omissão de um rim você pode tratar de esquecer de mim e de seus filhos pra sempre.&lt;br /&gt;M – Não acredito que você seria capaz.&lt;br /&gt;C – Nem eu que você seja capaz . (pausa)&lt;br /&gt;M – Está bem, será feito.&lt;br /&gt;C – O quê?&lt;br /&gt;M – O que tem de ser feito.&lt;br /&gt;C – No seu caso, o que tem de ser feito?&lt;br /&gt;M – Ora, salvar uma vida... (a mãe geme) e rápido.&lt;br /&gt;C – Ah, juro que estou muito feliz com a volta de sua sensatez... (abraça-o,beija-o, ele se dirige para a saída) Querido, a sala de cirurgia é do outro lado, estão te esperando.&lt;br /&gt;M – Sim eu sei, mas mereço fumar um cigarro, não é todo dia que se perde um rim.&lt;br /&gt;C – Mas você não fuma.&lt;br /&gt;M – Pois é, tenho tanta coisa pra começar a fazer, vou comprar um cigarro. (sai)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desfaz-se a cena,a mãe geme. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26204240-6844872088614500219?l=guarapiran.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guarapiran.blogspot.com/feeds/6844872088614500219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26204240&amp;postID=6844872088614500219&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/6844872088614500219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/6844872088614500219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guarapiran.blogspot.com/2008/06/texto-indito-doao.html' title='TEXTO INÉDITO: A DOAÇÃO'/><author><name>Guarapiran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06556240136400420477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SpOCxfB2tKI/AAAAAAAAAHQ/TiiZKBbYDwM/S220/corla.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SGcnpU46eUI/AAAAAAAAAEo/_W065zpb6fY/s72-c/rim.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26204240.post-1583287146633321175</id><published>2008-06-29T03:04:00.002-03:00</published><updated>2008-12-10T23:50:55.004-02:00</updated><title type='text'>CÍRCULO DE DRAMATURGIA DO CPT</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SGcmNdMi8DI/AAAAAAAAAEg/Oh_xhY3bR-w/s1600-h/Inscri%C3%A7%C3%B5e...jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5217180705949413426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SGcmNdMi8DI/AAAAAAAAAEg/Oh_xhY3bR-w/s320/Inscri%C3%A7%C3%B5e...jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;CÍRCULO DE DRAMATURGIA DO CPT ABRE INSCRIÇÕES PARA DRAMATURGOS.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Informações pelo site: &lt;a href="http://www.sescsp.org.br/"&gt;http://www.sescsp.org.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;CONFIRAM!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26204240-1583287146633321175?l=guarapiran.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guarapiran.blogspot.com/feeds/1583287146633321175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26204240&amp;postID=1583287146633321175&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/1583287146633321175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/1583287146633321175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guarapiran.blogspot.com/2008/06/crculo-de-dramaturgia-do-cpt.html' title='CÍRCULO DE DRAMATURGIA DO CPT'/><author><name>Guarapiran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06556240136400420477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SpOCxfB2tKI/AAAAAAAAAHQ/TiiZKBbYDwM/S220/corla.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SGcmNdMi8DI/AAAAAAAAAEg/Oh_xhY3bR-w/s72-c/Inscri%C3%A7%C3%B5e...jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26204240.post-2726631460968955291</id><published>2008-06-29T03:01:00.001-03:00</published><updated>2008-12-10T23:50:55.071-02:00</updated><title type='text'>CHAPÉU VÉIO E DESCALABRO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SGclr_QSJVI/AAAAAAAAAEY/Wk4OhwFUWVw/s1600-h/flyer-show-descalabro_29-06.GIF"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5217180130976343378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SGclr_QSJVI/AAAAAAAAAEY/Wk4OhwFUWVw/s320/flyer-show-descalabro_29-06.GIF" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Última semana da temporada da peça Descalabro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Grande atração do dia 29/06 é o retorno definitivo da banda CHAPÉU VÉIO. em apresentação antes da peça, às 19:30 para gravação do dvd e cd da banda. vai ser um show memorável, principalmente pelo registro e pela euforia da banda: rogério guarapiran, renan rovida e mauricio dos santos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;venham conferir!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26204240-2726631460968955291?l=guarapiran.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guarapiran.blogspot.com/feeds/2726631460968955291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26204240&amp;postID=2726631460968955291&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/2726631460968955291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/2726631460968955291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guarapiran.blogspot.com/2008/06/chapu-vio-e-descalabro.html' title='CHAPÉU VÉIO E DESCALABRO'/><author><name>Guarapiran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06556240136400420477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SpOCxfB2tKI/AAAAAAAAAHQ/TiiZKBbYDwM/S220/corla.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SGclr_QSJVI/AAAAAAAAAEY/Wk4OhwFUWVw/s72-c/flyer-show-descalabro_29-06.GIF' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26204240.post-1287709612918926229</id><published>2008-04-03T23:08:00.004-03:00</published><updated>2008-12-10T23:50:55.458-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dramaturgia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teatro'/><title type='text'>ESTRÉIA: "DESCALABRO</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/R_WV8DWTtmI/AAAAAAAAADk/Ra3ze44qArY/s1600-h/capadvdv2_fechada[1].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185215404910556770" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/R_WV8DWTtmI/AAAAAAAAADk/Ra3ze44qArY/s320/capadvdv2_fechada%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt; (FRATURA EXPOSTA)&lt;/strong&gt;" PELA TRUPE PAU A PIQUE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;dia 10 de maio/2008 (sábado).&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;Temporada de &lt;strong&gt;sábado e domingo às 21:00hs&lt;/strong&gt; até 29 de junho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;ESPAÇO PYNDORAMA &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;(Cia Antropofágica) - &lt;a href="http://pyndorama.com/"&gt;http://pyndorama.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Rua Turiaçu, 481, Perdizes, São Paulo.&lt;br /&gt;Próximo ao Metrô Barra Funda e ao Parque da Água Branca.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ingressos: 20R$ - inteira, 10 R$ meia&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Sinopse&lt;/strong&gt;: A peça é o entrelaçamento de fragmentos da vida de cinco personagens distintos. Eles ocupam um espaço (i)limitado que simboliza uma condição de vida atual, alguns em situação manicomial, outros em completo desmazelo como um morador de rua. O traço que mantêm em comum é que tiveram a perda ou dano da consciência razoável, por algum motivo traumático. Trazem a tona um fluxo inconsciente remontando memórias, sentimentos de uma maneira aparentemente caótica e perturbada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Ficha Técnica&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/R_WY6DWTtnI/AAAAAAAAADs/il_qx1mFwjs/s1600-h/capadvd_fechada[1].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185218669085701746" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 380px; CURSOR: hand; HEIGHT: 418px" height="363" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/R_WY6DWTtnI/AAAAAAAAADs/il_qx1mFwjs/s320/capadvd_fechada%5B1%5D.jpg" width="286" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dramaturgista&lt;br /&gt;Rogério Guarapiran&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Direção Geral&lt;br /&gt;Iarlei Rangel&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Atores Criadores&lt;br /&gt;Bruna Moscatelli&lt;br /&gt;Bruna Machado&lt;br /&gt;Júlio Melo&lt;br /&gt;Karina Gomes&lt;br /&gt;Rani Guerra&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Direção Musical&lt;br /&gt;Carlos Francisco e&lt;br /&gt;Estér Freire&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Preparação de Atores e Assistente de Direção&lt;br /&gt;Renan Rovida&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Iluminação&lt;br /&gt;Túlio Pezoni&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cenografia e Figurino&lt;br /&gt;Lívia Loureiro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Preparação Vocal&lt;br /&gt;Ester Freire&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Preparação Corporal&lt;br /&gt;Júlio Melo e Bruna Machado&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Programador Visual&lt;br /&gt;Jozz&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Produção&lt;br /&gt;Karina Gomes&lt;br /&gt;Tili Woldby&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Assistente de Produção&lt;br /&gt;Bruna Moscatelli&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26204240-1287709612918926229?l=guarapiran.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guarapiran.blogspot.com/feeds/1287709612918926229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26204240&amp;postID=1287709612918926229&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/1287709612918926229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/1287709612918926229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guarapiran.blogspot.com/2008/04/estria-descalabro.html' title='ESTRÉIA: &quot;DESCALABRO'/><author><name>Guarapiran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06556240136400420477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SpOCxfB2tKI/AAAAAAAAAHQ/TiiZKBbYDwM/S220/corla.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/R_WV8DWTtmI/AAAAAAAAADk/Ra3ze44qArY/s72-c/capadvdv2_fechada%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26204240.post-7752855561607911709</id><published>2007-08-18T12:28:00.000-03:00</published><updated>2007-08-18T12:41:19.543-03:00</updated><title type='text'>Cena 1</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.planetaeducacao.com.br/novo/imagens/artigos/cinema_casablanca_02.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.planetaeducacao.com.br/novo/imagens/artigos/cinema_casablanca_02.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Personagens: F - Fabiana&lt;br /&gt;                       J - Juca&lt;br /&gt;                             A - Ademir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Cena: saída do cinema, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fabiana&lt;/span&gt; come os piruás do fundo do saquinho de pipoca, espera seu acompanhante que foi ao banheiro. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Juca &lt;/span&gt;procurando alguém, ao avistar Fabiana vem em direção dela para se encontrarem coincidentalmente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;F –(&lt;i style=""&gt;surpresa ao vê-lo&lt;/i&gt;) Juca!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;J –(&lt;i style=""&gt;forçado&lt;/i&gt;) Nossa, como vai? Tava assistindo filme também?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;F – Pois é... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;J – E o que achou?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;F – Muito bom.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;J –(&lt;i style=""&gt;nostálgico&lt;/i&gt;) Olha só, acredita? Eu pensei em te convidar pra vir assistir – e você ta aqui. Quando vi o trailler achei que você ia gostar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;F – Você não estava na Argentina?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;J – Está acompanhada?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;F – Estou, ele... porque da última vez você me disse... está no banheiro (&lt;i style=""&gt;pausa&lt;/i&gt;) e você?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;J – Sozinho. (&lt;i style=""&gt;silêncio constrangedor, ela estala piruás na boca&lt;/i&gt;)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;F – Bem que eu desconfiei... tinha uma pessoa rindo nas cenas mais impróprias... a mulher descobre que está com câncer e você se lasca de rir... inconfundível!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;J –(&lt;i style=""&gt;rindo de lembrar&lt;/i&gt;) Mas é muito foda, será que sou só eu que percebo essas coisas...? Não, hoje tinha um cara que ria também das mesmas cenas...&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;F –(&lt;i style=""&gt;sacuda&lt;/i&gt;) É, eu sei...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;J – Não vai dizer que...(&lt;i style=""&gt;pausa, Fabiana estala piruás&lt;/i&gt;) O cara tem o mesmo humor que eu?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;F – Parece que sim, é a primeira vez que tô saindo com o cara.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;J –(&lt;i style=""&gt;indignado&lt;/i&gt;) Ele me imitou, você deve ter dito que eu dou risada de coisa macabra.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;F – Pior que não. Detesto isso, você sabe. Por isso que não íamos ao cinema, passava um carão do seu lado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;J –(&lt;i style=""&gt;apopléctico&lt;/i&gt;) Mas o cara também... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;F – Se eu soubesse, tinha ido só comer uma pizza com ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;J – Vocês vão pra pizzaria agora?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;F –(&lt;i style=""&gt;tentando despistar&lt;/i&gt;) Vou pra casa! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;J – É que estou pensando em comer alguma coisa, poderíamos ir juntos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;F – Estou acompanhada, aliás ele está vindo aí. (&lt;i style=""&gt;Ademir aparece nas costas de Juca, quando ele se vira não o vê e se volta para Fabiana ele já está abraçado com ela&lt;/i&gt;) Esse é o Juca, Ademir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;J –(&lt;i style=""&gt;cumprimentando&lt;/i&gt;) Ex-noivo da Fabiana, quase casamos... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A – Prazer. (&lt;i style=""&gt;pausa, estranha a situação, Fabiana estrala piruás&lt;/i&gt;) Vocês marcaram alguma coisa?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;F –(&lt;i style=""&gt;apressando-se na explicação&lt;/i&gt;) Não. Coincidência, e muita. Pensei que ele estava na Argentina, tinha me dito no e-mail.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;J – Menti. Queria que você pensasse que eu...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;F – Não. Não pensei nada disso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;J – Eu não sou um fracassado&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A –(&lt;i style=""&gt;constrangido&lt;/i&gt;) Vou ali pegar um &lt;i style=""&gt;drop’s... (vai saindo)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;F –(&lt;i style=""&gt;detendo-o&lt;/i&gt;) Não. Já estamos indo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;J – Pra onde vocês vão?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A –(&lt;i style=""&gt;inocente, alegrão&lt;/i&gt;) Comer uma pizza no Don Carlone!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;J – Que coincidência, estou indo pra lá também.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;F – Chega de “coincidências” por essa noite. A gente vai pra casa direto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;J – Eu acompanho vocês, queria visitar nossa cachorrinha... (&lt;i style=""&gt;para Ademir&lt;/i&gt;) Morei com ela um ano, eu que sempre cuidei da princesinha... (&lt;i style=""&gt;para Fabiana&lt;/i&gt;) tem tratado bem dela?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;F –(&lt;i style=""&gt;seca&lt;/i&gt;) Ela morreu de câncer. (&lt;i style=""&gt;pausa, revelação estarrecedora para Juca&lt;/i&gt;) Não vai dar risada?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;J –(&lt;i style=""&gt;profundo&lt;/i&gt;) E tem graça? (&lt;i style=""&gt;Ademir tapa a boca pra não rir&lt;/i&gt;) (&lt;i style=""&gt;puto pra Ademir&lt;/i&gt;) Tá rindo de que seu miserável?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A –(&lt;i style=""&gt;disfarçando&lt;/i&gt;) É que lembrei de uma cena do filme. (&lt;i style=""&gt;desata rir&lt;/i&gt;)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26204240-7752855561607911709?l=guarapiran.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guarapiran.blogspot.com/feeds/7752855561607911709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26204240&amp;postID=7752855561607911709&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/7752855561607911709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/7752855561607911709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guarapiran.blogspot.com/2007/08/cena-1.html' title='Cena 1'/><author><name>Guarapiran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06556240136400420477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SpOCxfB2tKI/AAAAAAAAAHQ/TiiZKBbYDwM/S220/corla.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26204240.post-7598378400173206312</id><published>2007-06-27T00:44:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T23:50:55.682-02:00</updated><title type='text'>JÁ-COMEÇA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/RoHf4eAhtQI/AAAAAAAAABI/3CO2x77i6E0/s1600-h/saco+queimado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5080588015871571202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/RoHf4eAhtQI/AAAAAAAAABI/3CO2x77i6E0/s320/saco+queimado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;I&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já-começa! Não sei o que me atacava, aquela coceira infernal contra a qual eu cravava as unhas desesperadamente e friccionava o saco para conquistar um alívio temporário, mas que logo a irritação epidérmica escrotal retornava em ondas que me faziam desejar arrancar a pele do saco para coçar do avesso em carne viva. Pensei que era chato ou algum outro parasita que tinha se hospedado nas minhas bolas. Examinava a região afetada, não compreendia, um vermelhaço inchado, e me sentia terrivelmente constrangido por ter que carregar aquele grotesco e deformado órgão no vão das pernas, tanto que evitei de ir ao médico, procurei resolver a situação discretamente. Descartando as hipóteses parasitológicas, cogitei ser alergia às cuecas de algodão que aliás eu mesmo costumava lavar deficitariamente e mais raro ainda eu as passava porque não tinha ferro de passar, chegando mesmo a usar uma por três a cinco dias consecutivos por preguiça. Notei que meu saco foi roubando um tempo considerável entre meus afazeres, invariavelmente estava com as mãos lá, por debaixo da mesa sem ninguém notar, lógico. Mas foi ficando preocupante, como quando estava em reunião ou tomando um cafezinho com o pessoal, já não conseguia mais disfarçar, chegava ao despudor de comentar com alguns colegas mais chegados, seu Gaspar chegou até me indicar uma pomada “trofodermim”, alguma coisa assim, contra irritação. Aconteceu o que eu não censuro, mas me senti amargurado: meus colegas acintosamente passaram da piadinha leviana de que poderia estar atacado de chato e ameaçando a saúde epidemiológica de todo setor até o complô organizado de me interditarem no serviço. Numa semana em que a minha coceira chegara ao máximo de intensidade - de eu conseguir fazer sangrar o saco de tanta violência no impulso de conter a impertinente irritação - começou circular na rede interna - e não duvido se também não externa – da empresa e-mails que diziam que eu carregava nas bolas do saco uma epidemia tão monstruosa que comparavam ao ebola, e eu seria o portador imune que provocaria um surto deliberado. Foi devastador as conseqüências dessa brincadeira, que chegaram ao despautério de isolar minha mesa com fita amarela e preta de interdição. Humilhado, ainda fui chamado na sala do chefe onde me aguardavam dois enfermeiros devidamente resguardados com roupas e máscara de segurança bacteriológica. Fui conduzido ao departamento médico ao que se seguiram os exames sobre meu saco já em frangalhos. Havia chegado então ao nível mais baixo da degradação humana em que não mais tinha autoridade sobre minhas próprias bolas e não decidiria mais o que fazer com elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;Já-começa! Minhas providências assim que detectado o incômodo sócio-escrotal que a coceira despudorada provoca nas pessoas foram mudar meus hábitos de higiene, tentei ferver as cuecas na leiteira, esquentá-las no forno pra ver se as esterilizava, por fim dei cabo delas numa fogueira de rito satânico no meu apelo macabro de exterminar o mal. Nada adiantou, persistia e piorou. Sem condições não pude comprar novas cuecas e passei ao livre sacolejar pensando que mais arejado as condições melhorariam – engano. Experimentei a pomada “trofodermim” do seu Gaspar, lambuzava-me cobrindo toda região afetada com uma grossa camada cremosa – era fascinante contemplar aquele saco alvaiado e instantaneamente livre da irritação pelo frescor proporcionado em cima das feridas – mas, nada eficiente no combate e contenção do problema na vida social. No agitadiço movimento do dia-a-dia e o calor mormaçante da região tropical faziam a pomada derreter escorrendo pelas virilhas abaixo, irremediavelmente tinha que correr para o banheiro para limpar a gordura da pomada. Tudo que tinha para combater esse mal eram soluções paliativas de alívio imediato: eram a terapia do gelo em casa para conseguir dormir e no serviçoao me certificar que estava só no banheiro deixava a água corrente da pia neutralizar a mais feroz pulsão de coceira que um ser humano já poderia ter sentido. Eu pensava que talvez tivesse sido abduzido numa noite por extraterrestres e sido usado numa experiência em que plantaram em mim essa absurda coceira - experiência mais jocosa do que científica que teria sido perpetrada por uns play-boy’s de marte, ou outra parte do cosmos, que pegaram um da terra pra ser zuado, testado até o limite humano contra seu saco, para ser o Cristo da humanidade. Na minha lógica de sempre acusar terceiros insondáveis eu me sentia melhor quando pensava que pudesse ser só uma expiação terrena para pagar alguns crimes de vida passada, um karma sarcástico e exemplar que estava fora do meu parco entendimento espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já-começa! Quem passa muito tempo dedicado ao próprio saco vai perdendo a dimensão do real e da medida humana, começa a enxergar tudo como um desafio de como coçar sem ser percebido para poder conseguir causar o mínimo de constrangimento público. Se nas relações de trabalho fui mal sucedido, nas ruas e travessias do cotidiano, entre os citadinos tive razoável sucesso de passar quase desapercebido e até abusar da do meu “prurido escrotal”. Morar sozinho numa quitinete já é uma vantagem de não passar maiores constrangimentos e no meu acanhado esconderijo do mundo eu passei as maiores crises que me impeliam ao desaforo de pedir a Deus que me arrancasse o saco ou trocasse com o dele porque estava sendo muito sacana com seu filho?! O problema começava no elevador, o primeiro contato social do dia, naquele espelhado cubículo o mínimo movimento da mão na direção pubiana seria monstruosamente percebido pelas ninfetas que desciam pra ir a escola e seus pais sisudos ao trabalho. Pegava um ônibus em frente ao meu prédio e descia na porta do serviço, a mesma coisa para voltar e era nessa condução, sempre lotada. Ao subir no busão, na ida já estava sempre em estado de descontrole contido, acumulando o desejo de atacar - desde o elevador ao ponto de ônibus – as mãos no saco. Se a necessidade é mãe da invenção é também prima do distúrbio. Num busão lotado eu tinha o benefício da invisibilidade existencial, oculto, imperceptível pela indiferença dos indivíduos e como sempre portava minha pasta eu a punha no vão das pernas e a deixava fazer o serviço sujo. Mas um dia eu estava compactado, bem colado a uma bela moça que ia sentada, de pé, minhas bolas chegavam a tocar seu ombro e no sacolejar do ônibus ela quase batia a cara nas minhas bolas. Eu estava danado com meu saco, mas não havia jeito de agir sem que causasse transtorno para a passageira. Resolvi, aproveitando os chacoalhões, esmagar meus colhões contra o ombro pontiagudo da moça - não tinha mais dores convencionais no saco quando se chocava sem grande violência contra objetos sólidos, ele andava amortecido de tanto que eu os coçava. E naqueles disfarçados choques que fui provocando, meus testículos contra seu ombro-tríceps-e-até-omoplata foi me apaziguando a irritação ao nível de suportável. O que era um desafio tornou-se prática. Passei a sempre recostar na mesma moça, ia empurrando os usuários do circular até chegar ao lado dela e havia encontrado acolhida silenciosa, não ligava mesmo que eu depositasse minhas bolas no seu ombro e discretamente usasse-a para amansar minha inquietação. Era uma espécie de pacto, ou seria um flerte? Ela nunca me olhou nos olhos. E não abusava além do gentil serviço a que me prestava. Essa mulher misteriosa passou habitar meus sonhos, dia que não sonhava com ela – batata! – acordava no meio da noite com colossal coceira. Achei que um dia devia agradecê-la pela humilde acolhida que dava a um saco alheio. Ela descia um ponto antes do meu, desci junto, mas ao perceber que vinha atrás dela saiu em disparada que fiquei sem entender nada, tinha extrapolado o limite que me impusera subjetivamente, era uma moça séria – e a amei por isso, silenciosamente. Fiquei uns dias sem aproximar minhas bolas nela, com vergonha, e partia em cima de outras que à primeira tentativa de amassar o saco no ombro delas seguiam-se atitudes extremamente repulsivas que tive medo de promover algum escândalo por uma mais histérica que por azar acabasse despejando meu saco esculhambado. Voltei na moça bela de espádua esquelética, aproximei-me com cuidado e ela impassível – minha querida! Aconteceu um dia então que me curaram, não tive escolha, meu saco passou na mão dos melhores especialistas, fiz tratamento, fiquei afastado em repouso e voltei ao trabalho e a vida normal. Curado, com a sensibilidade na região escrotal regularizada, parecia um saquinho de bebê, lindo, róseo e sadio fui tentar abrigo em minha doce senhora da lotação ao que recebi um chega pra lá que me senti desnorteado, e ainda pegou e desceu do imediatamente, fora do seu ponto. Deve ter sentido a falta de sinceridade das minhas bolas reabilitadas, ou mais provavelmente devia estar comprometida – era uma moça séria.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26204240-7598378400173206312?l=guarapiran.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guarapiran.blogspot.com/feeds/7598378400173206312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26204240&amp;postID=7598378400173206312&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/7598378400173206312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/7598378400173206312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guarapiran.blogspot.com/2007/06/j-comea.html' title='JÁ-COMEÇA'/><author><name>Guarapiran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06556240136400420477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SpOCxfB2tKI/AAAAAAAAAHQ/TiiZKBbYDwM/S220/corla.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/RoHf4eAhtQI/AAAAAAAAABI/3CO2x77i6E0/s72-c/saco+queimado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26204240.post-7590211512110685616</id><published>2007-05-15T01:36:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T23:50:55.698-02:00</updated><title type='text'>A Hora e a vez do SAMBARIA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/Rkk5uzX3J7I/AAAAAAAAAA4/OhVBnuqUikQ/s1600-h/sambaria%281%29.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/Rkk5uzX3J7I/AAAAAAAAAA4/OhVBnuqUikQ/s320/sambaria%281%29.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5064642732181890994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;SAMBARIA&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;Evento: Show de Estréia&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;Local: COOTEPI – Pinda&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;End.: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Av. Nossa Senhora do Bom Sucesso, 2750&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;- Parque&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;das Nações – Pindamonhangaba/SP &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Entrada da cidade, saindo da Rodovia&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Presidente Dutra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;Dia: 10/06 (domingo); Horário: 19hs&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;INGRESSOS: R$ 5 reais (preço único)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;Tels.: &lt;/b&gt;(12) 3645-9090 / 9746-7561 -ASSOCIAÇÃO CULTURAL COOTEPI&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;(12) 91821620 (Rogério) / 81124277 (Bruno) - SAMBARIA&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;O show&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Marca o início das atividades do grupo de samba-choro SAMBARIA nos palcos. Será apresentado um trabalho que consiste em valorizar os gêneros mais genuinamente brasileiros, reunindo o temos de melhor, em re-interpretações, de sambas, bossas, chorinhos, serestas e MPB. Compositores como Noel Rosa, Cartola, Lupicínio Rodrigues, Paulinho da Viola e outros, fazem parte do nosso repertório passando por suas canções imortalizadas no universo popular mesclado com músicas menos conhecidas ou que tiveram a mesma difusão cultural, mas que procuramos fazer um resgate e revalorização. O SAMBARIA nasce sob o signo forte da coletividade e parceria, por isso os arranjos são de criação coletiva e convidamos um amigo-músico muito especial para abrilhantar nossa estréia: o compositor e guitarrista Paulo Henrique Raposo de Pindamonhangaba. &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;O SAMBARIA&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Nascido numa mesa de bar, a proposta inicial era reunir jovens músicos interessados em aprender tocar samba, aprender sobre a riquíssima história cultural do samba para manifestar e divulgar esse gênero de tão extensa tradição que em nosso meio cultural: Taubaté e Vale do Paraíba sentíamos carente de uma proposta que tivesse como objetivo um trabalho voltado exclusivamente para música brasileira, garimpando o que de melhor a nossa música popular possui. O fino do Samba tradição, do Choro, da Bossa e MPB. Diante de um objetivo de pretensão considerável, precisávamos acelerar o processo de experiência com esses estilos, foi aí que experientes músicos compraram nossa idéia, muito interessados e juntamos o espírito aberto com a sabedoria para dar início ao Sambaria que é um grande encontro para celebrar a música brasileira. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;Ficha Técnica:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;Voz: Sara Cobra&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;Violão de 7:Humberto Santos&lt;br /&gt;Cavaquinho: Toninho&lt;br /&gt;Flauta e sax: Bruno Mobile&lt;br /&gt;Pandeiro e Percussão:Felipe (Ifi)&lt;br /&gt;Bandolim: Rogério Guarapiran&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;Participações Especiais:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;Paulo Henrique – Guitarrista&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26204240-7590211512110685616?l=guarapiran.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guarapiran.blogspot.com/feeds/7590211512110685616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26204240&amp;postID=7590211512110685616&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/7590211512110685616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/7590211512110685616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guarapiran.blogspot.com/2007/05/hora-e-vez-do-sambaria.html' title='A Hora e a vez do SAMBARIA'/><author><name>Guarapiran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06556240136400420477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SpOCxfB2tKI/AAAAAAAAAHQ/TiiZKBbYDwM/S220/corla.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/Rkk5uzX3J7I/AAAAAAAAAA4/OhVBnuqUikQ/s72-c/sambaria%281%29.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26204240.post-4518169278017267805</id><published>2007-04-25T16:46:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T23:50:56.186-02:00</updated><title type='text'>CLBE DO CHORO NO SESC - 1º DE MAIO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/Ri-y8DX3J4I/AAAAAAAAAAk/pRviDmpEHXg/s1600-h/Grupo001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057457651327641474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/Ri-y8DX3J4I/AAAAAAAAAAk/pRviDmpEHXg/s320/Grupo001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/Ri-yADX3J3I/AAAAAAAAAAc/-r-VXm3u2fU/s1600-h/logo-cartaz.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057456620535490418" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/Ri-yADX3J3I/AAAAAAAAAAc/-r-VXm3u2fU/s320/logo-cartaz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Caros amigos, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os músicos de Taubaté e região, através do Clube do Choro Waldir Azevedo, irão comemorar o Dia Nacional do Choro em um especialíssimo show no SESC TAUBATÉ, &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;dia 01 de maio (feriado), terça-feira, a partir das 11h, com entrada franca&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Será música de primeiríssima qualidade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dêem uma olhadinha no "releese", para saber um pouco mais sobre o show e o Clube do Choro Waldir Azevedo. Abraços. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O SHOW&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Clube do Choro Waldir Azevedo em parceria com o SESC-Taubaté tem por objetivo celebrar o dia nacional do choro (23 de abril), ainda que tardiamente, tendo em vista que ocorreu e está ocorrendo muitos eventos por todo país, Taubaté não poderia deixar de comemorar a um só tempo a data de nascimento de um dos maiores gênios da música brasileira e nosso gênero musical mais genuíno.&lt;br /&gt;O show vai ser realizado como uma grande roda de choro, reunindo instrumentistas variados, além dos tradicionais pandeiro, violão, cavaquinho e flauta, teremos bandolim, guitarra, saxofone e acordeon. O Nosso repertório pretende contar a história do choro de maneira bem sintética, passando pelas obras dos chorões históricos, curiosidades, momentos decisivos, e tudo isso constituindo-se em homenagens aos grandes nomes que fizeram a história do gênero como Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo, Altamiro Carrilho, e claro, nosso festejado Pixinguinha, relembrando melodias que estão para sempre no universo da música brasileira e mundial. Outras boas surpresas que reservamos serão um chorinho inédito de composição de Paulo Henrique Raposo, integrante do regional, e a participação especial da cantora Sara Cobra, para dar uma amostra da vertente do choro-cantado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;0 CLUBE – BREVE HISTÓRICO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de serem denominados como “Clube do Choro”, eram músicos de Taubaté e região que se reuniam informalmente, na casa de um e de outro. Entre uma meia dúzia de músicos estavam chorões experientes e iniciantes que se encontravam para tocarem o chorinho, conversarem e comerem algum petisco, o auge do encontro. Tudo de forma descontraída, foi-se construindo um trabalho artístico apreciável e de boa qualidade com arranjos bem estruturados, pesquisa musical, até o ponto de fundarmos em meados de 2005 o nosso Clube do Choro. Ele tem por objetivo manter a periodicidade de uma roda de choro que acontece sempre ao primeiro domingo do mês na escola de municipal de música de Taubaté para atrair novos músicos e apreciadores do gênero, um encontro tipicamente de instrumental. Sob essa forma organizada o Clube realiza shows, eventos, participa de comemorações, atende a vários pedidos de estabelecimentos comerciais, empresas e instituições beneficentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FICHA TÉCNICA:&lt;br /&gt;Augusto – Surdo&lt;br /&gt;Aurino Davi - Pandeiro&lt;br /&gt;Bruno Móbile - Saxofone&lt;br /&gt;Celso Patto – Cavaco solo&lt;br /&gt;João Peixinho – Flauta&lt;br /&gt;Humberto dos Santos – Violão de 7&lt;br /&gt;Paulo Henrique – Guitarra&lt;br /&gt;Pedro – Acordeon&lt;br /&gt;Rogério Guarapiran – Bandolim&lt;br /&gt;Sara Cobra - Vocal&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26204240-4518169278017267805?l=guarapiran.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guarapiran.blogspot.com/feeds/4518169278017267805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26204240&amp;postID=4518169278017267805&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/4518169278017267805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/4518169278017267805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guarapiran.blogspot.com/2007/04/clbe-do-choro-no-sesc-1-de-maio.html' title='CLBE DO CHORO NO SESC - 1º DE MAIO'/><author><name>Guarapiran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06556240136400420477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SpOCxfB2tKI/AAAAAAAAAHQ/TiiZKBbYDwM/S220/corla.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/Ri-y8DX3J4I/AAAAAAAAAAk/pRviDmpEHXg/s72-c/Grupo001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26204240.post-1782592446851410551</id><published>2007-02-27T23:15:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T23:50:56.338-02:00</updated><title type='text'>Meu 3º livreto* independente: "Experimento de Pavlov"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/ReTmZFaCPAI/AAAAAAAAAAM/aQBt-1sDKss/s1600-h/pavlov5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5036403601929550850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/ReTmZFaCPAI/AAAAAAAAAAM/aQBt-1sDKss/s320/pavlov5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; (...)&lt;br /&gt;Ah, que lástima dilacerante me consome&lt;br /&gt;Me sinto um esquálido desertor&lt;br /&gt;Um réprobo assassino,&lt;br /&gt;Um meliante sem corja, solto ao mundo,&lt;br /&gt;Aquele que recorre sempre ao mesmo recurso&lt;br /&gt;Para solucionar o mesmo problema desgastado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta de mentiras em minha vida&lt;br /&gt;Basta de experiências mal-vividas, um fôlego interrompido&lt;br /&gt;Eu só sei chorar quando não tem ninguém me vendo&lt;br /&gt;E só consigo sorrir quando me olham&lt;br /&gt;Eu sei odiar, mas não consigo mantê-lo&lt;br /&gt;Sempre quis fizessem por mim, mas nunca esperei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detesto ser frágil para amar e impassível para ser amado&lt;br /&gt;A minha inocência primeiro em tudo, não é racional&lt;br /&gt;As relações entre as pessoas eu as intuo de maneira perturbadoraMe sinto como o cão de Pavlov, experimentalmente usado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*  1º Vocativo (2005), 2º Poesia barata (2006) em parceria com Cristiano Cobra.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26204240-1782592446851410551?l=guarapiran.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guarapiran.blogspot.com/feeds/1782592446851410551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26204240&amp;postID=1782592446851410551&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/1782592446851410551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/1782592446851410551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guarapiran.blogspot.com/2007/02/meu-3-livreto-independente-experimento.html' title='Meu 3º livreto* independente: &quot;Experimento de Pavlov&quot;'/><author><name>Guarapiran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06556240136400420477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SpOCxfB2tKI/AAAAAAAAAHQ/TiiZKBbYDwM/S220/corla.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/ReTmZFaCPAI/AAAAAAAAAAM/aQBt-1sDKss/s72-c/pavlov5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26204240.post-116578534647211951</id><published>2006-12-10T19:11:00.000-02:00</published><updated>2006-12-10T19:29:37.056-02:00</updated><title type='text'>Por que fiz um soneto?</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2353/2742/1600/217307/pulpstyle_hund01_brille_CMYK.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2353/2742/320/177922/pulpstyle_hund01_brille_CMYK.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque fiz um soneto achei-me feliz,&lt;br /&gt;   O mais importante dos seres da terra,&lt;br /&gt;   Inputei a mim mesmo uma soberba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque fiz um soneto sai saltitante entre a massa multiforme do povo,&lt;br /&gt;   Pude chutar, no traseiro, um cachorro&lt;br /&gt;   Sem sentir eu dor alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque fiz um soneto tripudiei dos meus amigos de pé quebrado,&lt;br /&gt;   Alguns nem ligaram, outros revoltaram-se,&lt;br /&gt;   Deram-me com uma garrafa de cachaça na cabeça..&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Por que fiz um soneto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   ... Tropiquei por conta da bordoada,&lt;br /&gt;   Andei trôpego as ruas da minha triste cidade,&lt;br /&gt;   Dava-me com postes e vidraças transparentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque fiz um soneto deixei de fazer muita coisa, mas fiz um soneto!&lt;br /&gt;   Que não é lá grande coisa,&lt;br /&gt;   Mas pode me servir um dia... quem sabe... acho nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que fiz um soneto cri-me... cri-me embebido em fontes míticas,&lt;br /&gt;   Visitado por ninfas, sabedor da razão humana&lt;br /&gt;Quando, na verdade, nem entendo a razão de se fazer um soneto &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que fiz um soneto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Para que toda mulher me amasse?&lt;br /&gt;   Para que em livro me editassem?&lt;br /&gt;E fosse tido como o poetinha de uma classe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que fiz um soneto saí distraído, não vi logo o primeiro carro&lt;br /&gt;   Que fez o favor de me estraçalhar em bons pedaços,&lt;br /&gt;   Depois outros fizeram o poeta espatifado, patife que era!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que fiz um soneto? ... virei pastiche!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26204240-116578534647211951?l=guarapiran.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guarapiran.blogspot.com/feeds/116578534647211951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26204240&amp;postID=116578534647211951&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/116578534647211951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/116578534647211951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guarapiran.blogspot.com/2006/12/por-que-fiz-um-soneto.html' title='Por que fiz um soneto?'/><author><name>Guarapiran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06556240136400420477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SpOCxfB2tKI/AAAAAAAAAHQ/TiiZKBbYDwM/S220/corla.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26204240.post-114825017503857299</id><published>2006-05-21T19:18:00.000-03:00</published><updated>2006-05-21T20:06:57.193-03:00</updated><title type='text'>Estréia nos Contos</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2353/2742/1600/magritte.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2353/2742/320/magritte.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu conto de estréia: "ele virou crente - ponto"&lt;br /&gt;Espero que seja o primeiro de muitos, mesmo que não agrade muita gente.&lt;br /&gt;Sejam francos, não poupem o estreante&lt;br /&gt;Comentem se possivel&lt;br /&gt;Grato!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26204240-114825017503857299?l=guarapiran.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guarapiran.blogspot.com/feeds/114825017503857299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26204240&amp;postID=114825017503857299&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/114825017503857299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/114825017503857299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guarapiran.blogspot.com/2006/05/estria-nos-contos.html' title='Estréia nos Contos'/><author><name>Guarapiran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06556240136400420477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SpOCxfB2tKI/AAAAAAAAAHQ/TiiZKBbYDwM/S220/corla.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26204240.post-114824790893024662</id><published>2006-05-21T18:37:00.000-03:00</published><updated>2006-05-21T18:45:08.953-03:00</updated><title type='text'>Ele virou crente - ponto</title><content type='html'>Alta madrugada, eu, numa vigília exasperada, suspendo meus trabalhos que corriam desde o termo do dia passado. Meu texto não estava pronto, mas – ponto – era preciso descansar. E como, depois de rolar na cama, o sono desejado não veio, larguei mão, liguei a tv e  zap-zap-zap, opa, pera aí, volta, zap, o canal evangélico. Todos sabem como são esses programas. Eu, um pouco indiferente das coisas da fé, acho isso tudo curiosíssimo e me atrai em especial os casos em si de que lá se tratam, e não o modo de como tratam que é lá coisa que não comento. Pois então, quem vejo eu na telinha quando zapeava, com a sua carantonha engraçada tomando conta de toda tela, olhos lacrimejantes, voz um pouco embargada... era meu vizinho! Demorei em conseguir me fixar na narrativa em que ele se dava. Fiquei hipnotizado e por segundos tudo o que ele falava soava para mim uma pasta sonora e sua imagem uma reminiscência indagadora. Havia tempo que não o via e olhe que inda éramos vizinhos. Lembrei então que minha mãe um dia: - O Lenílson, ele “virou” crente depois de aprontar mais uma daquelas... e desatou contar detalhadamente o caso... Eu achei engraçado o ele “virou” crente, do resto pouco me lembro, mexerico certamente. Na cabeça da gente as pessoas viram uma coisa, viram outra, num passe de mágica, raramente ouvimos dizer que fulano se transformou, o que acho seria mais correto observar, denota assim que a pessoa passou por processo e não – zap – passam de uma coisa a outra. Lenílson Vaz e eu éramos amigos de remota memória, apenas quando crianças nos dávamos... a adolescência nos separou, ou melhor a conjuntura econômica de sua família em época que coincidiu com sua adolescência o afastou não só de mim como de toda vizinhança. Andavam por essa época afortunados, o pai da família Vaz a custa de muito pelegar “virou” capataz da Usina de Asfalto e tratou logo de por o filho em escola particular, ocupá-lo de cursos e mais cursos que o preparassem para perpetuar a fortuna em que ali a família entrava. O símbolo maior dessa “virada” de sorte da gente Vaz que foi a casa forte que construíram, espécie forte-apache em meio a edifícios humildes de todo o bairro. Pôs em redoma a gente Vaz. Grades resistentes, muros altos, cercas eletrificadas, câmeras vigilantes, alarmes estapafúrdios, vigia noturno e o escambal. Em verdade todo um aparelho que de nada adiantava, chamava sim mais atenção dos bandidos que adoravam driblar esses sistemas e tornavam a casa o sonho dourado da bandidagem. Tanto assim foram os episódios de latrocínio que mais e mais se fortificava a casa. Essa obsessão, que era bem um pânico, uma síndrome a tudo externo e intruso só cessou com a morte do pai e também isso bastou para os ladrões ali perdessem o interesse. Puxa vida, mas do que diabos falava o homem na tv? Agora sim suas palavras eu as entendia, falava exatamente da fase em que sua família vivia atormentada, com medo da criminalidade. Mas, foi aí então que de abrupto o pastor interrompeu a narrativa de um novo episódio que se estendia demais e perguntou usando gestos firmes - ... você disse irmão, que recebeu o chamado de Deus? Quando isto se deu, pode nos contar esta história? Lenílson deu um suspiro, engoliu um quanto de saliva. A câmera registrou bem a comoção que preludiava novo depoimento, pode se ver com detalhes as duas mãos atritando-se e enfiando-se entre as coxas, um pender de cabeça, o peito arfando. – Eu estava desiludido, tinha perdido o emprego, em casa era um inferno, brigava direto com minha mãe, ela começou a beber depois que meu pai morreu... eu não achava aquilo certo... tudo muito ruim... doenças, eu ficava muito doente, cheguei a ficar sem andar, não conseguia, todo travado...  – Tem dúvida que era o demônio que te atormentava? Atalhou o pastor – Não, nenhuma, mas só depois que entrei pra igreja que vim saber disso. – E o que sua mãe fazia por você? – Trouxe benzedeira, me levou para umbanda, mesa branca e só piorava, eu sentia fortes dores de cabeça... – Você devia se perguntar onde estaria Deus, se te havia abandonado, não é? – Sim, sim, não sabia mais o que fazer, já pensava em me matar... Aproveitou o pastor nesse ponto, girou 45 graus com sua cadeira, teve de frente com a câmera que o pegava de perfil, senti-me encarado. – Vejam vocês ao ponto que o desespero nos leva, e esse desespero é o quê? A falta de Deus, um Deus vivo e único que preencha a pessoa. No caso do nosso irmão aqui foi um chamado último que ele atendeu, agora você, que está em sua casa, não precisa esperar as coisas cheguem nesse ponto, você está sendo chamado sempre, é preciso ter ouvidos atentos, não ficar achando tudo bem, normal... novo giro de 45 graus e agora estando de frente para câmera que antes do primeiro giro estava às suas costas, assevera-se: - Deus te chama! Domingo temos fogueira santa, apareça por lá, vai ser recebido nas mãos de Deus. Cheguei a acenar com a cabeça, confirmando de que ia atender ao chamado. O pastor voltou-se com um giro novamente para ter com Lenílson. – Irmão, temos um vídeo de sua história aqui, vamos vê-lo? Depois atenderemos as ligações de quem queira nos dar um depoimento emocionante da fé e você continua com a gente contando o que mudou em sua vida... foi-se o vídeo para o ar; uma tosca representação dramática do que acabara de narrar confusamente o rapaz Lenílson. Isso rolando pus-me a reconstruir sua trajetória feito quebra-cabeças com as peças que desordenadamente possuía: os comentários da gente circundante da família Vaz. Ia ficando pasmado ao passo de tudo quanto e tanto me lembrava sobre o caso. Não era coisa fácil de se entender, o que acabara de ver e ouvir era pra mim tão estranho. O depoimento religioso dele ocultava uma série de fatos, misturava acontecimentos, enfim, soava-me incoerente: afinal de contas, quando esteve ele entrevado sem poder andar? Nunca o soube, pelo contrário, sempre fora robusto de saúde, rapagão forte. Diga-se o que quiser, mas certo é que preferi o punhado de quanto consegui reunir sobre o caso e que tinham o sabor popular e não aceitei a versão crente do próprio protagonista. Do que eu próprio sei é que Lenílson desde os 14 já se ocupava em cargo de escritório arranjado por seu pai na Usina de Asfalto. A cobrança paterna se fazia tanto em casa como no trabalho sufocando o jovem que talvez ainda não tivesse preparado para sustentar o precoce homem que o pai queria brotasse em pele de menino. Conseqüentemente dava-se mostra de garoto triste nos poucos lances em que era visto ao fresco, amuado sempre, enfurnado num terninho azul-marinho para ir à escola e encoleirado numa rubra gravata para trabalhar. Quando sucedeu a morte do pai houve um episódio: não esteve presente ao enterro e por uma semana sumiu de casa, andou por onde ninguém soube senão com suposições e testemunhos falsos, porque isso é mistério mesmo para sua mãe que em época chorou como se fosse dois os mortos da casa, sofreu deveras. Ao sétimo dia tornou todo maltrapilho, fedendo a toda espécie das misérias do abandono, sua mãe tratou de pô-lo a prumo e o fê-lo retomar sua vida. Estava por assumir a função do pai, foi preparado para isso. Eu, por muito meditar nesse episódio, acho que meteu-se Lenílson em estripulias carnais que um moço de 19 anos naturalmente é inclinado. O coitado só devia ser casto, pois quando se lhe sobrava tempo para gozar as mulheres? Era muito atribuído lá com a empresa, os afincos ao estudo, seu pai-patrão a lhe zelar... enfim... as paixões num jovem represam-se, e toda represa que não dê vazão arrebenta! Andou-se mesmo dizendo - ninguém sabe a fonte - que viram Lenílson em bordeis sujos da cidade. Tudo bem, passado o susto, dias se passaram de prosperação: o rapaz se engajara bem nas suas novas atribuições de homem da casa, estava próximo a se formar administrador de empresa e arranjara até uma namorada que rapidamente tornara-se sua noiva. Falou-se pela vizinhança que a noiva podia bem ser uma prostituta por quem o rapaz se apaixonou na suposta aventura de 7 dias, esse juízo só porque nunca se soube quem era a tal noiva, ela não deixou nunca ser vista. Mas isso não se pode provar e mesmo fosse ela o que fosse, não importa... Tudo-tudo até que... conta-se que o rapaz, três meses depois da morte do pai, num súbito, parou com toda sua vida, empacou simplesmente, largando emprego, faculdade, desfazendo o noivado e caiu no maior desgostoso desinteresse às coisas desse mundo – más línguas falam em pura vadiagem, vá lá saber...: – “agora surtô”, diziam todos. Eis que recebe a visita de Deus em seu quarto, ao acordar, num dia normal... e o próprio a ele fala, em voz grave imagino: - FILHO, NÃO FAÇA NADA ATÉ QUE EU DIGA O QUE DEVE FAZER. Fez-se o que Deus queria, óbvio, entendeu que devia suspender todas suas obrigações terrenas, esperar novo desígnio e fazer por merecer o que lhe aguardava e devia ser bom o que lhe aguardava. Não saiu mais do quarto desde então. Sua mãe ao ver o filho agora ermitão em seu próprio quarto, nos primeiros dias, achou-o apenas acometido por doença, alguma virose que lhe baixara o ânimo e não quis acreditar no que o filho lhe dizia veementemente sobre o visita de Deus a ele. Cuidou em trazer médico em casa e que o atestou em perfeita saúde, quis levá-lo ao psiquiatra quando viu a “doença” a lhe demorar no corpo, teimava ainda lhe estar o filho doente. Drogas?! Não queria crer, mas suspeitou até não poder e devassou o quarto em procura de entorpecentes. O filho muito sereno negava toda acusação e não fez conta que se lhe pusessem o quarto de pés pro ar... A essa altura devem espantar-se pela riqueza de detalhes que dou conhecimento sobre o que se passava na casa dos Vaz, eu que até a pouco me mostrava desinformado e desinteressado por esse amigo perdido na estrada da vida. Mas, não é pra menos eu agora repuxar tudo que me contaram, queria remontar com riqueza. Parecia eu ter uma esteira rolante instalada no cérebro e fazendo ponte com meus olhos. Ela transportava um amontoado, estocado no cérebro de tudo o que ouvi dizerem sobre o caso, e que iam dar como imagens despejadas no globo ocular. Eu, por sorte contava ainda com os mexericos de mamãe... em toda crise da família vizinha, a mãe de Lenílson vinha chorar o desmazelo de ter um filho “paradão”, assim mesmo ela o dizia, com a minha mãe, única com quem se dava pelas redondezas, minha mãe sua costureira. O rapaz passava os dias e as noites no quarto, não assistia tv nem ouvia música, deitado mor parte do tempo, outras ao pé da janela, olhar perdido e também no banheiro, sentado no trono meditando. A comida sempre vinha até ele em rações espécie presidiária, não se sentava à mesa mais. A noiva, desde começou a paralisia do seu, só apareceu uma vez mais para desatar o compromisso e saiu muito feliz, porque isso aconteceu em tempo dela poder escapar sem muitos prejuízos, imagine se estivessem casados, pior seria, o moleirão seria carga dela, assim era da mãe e não estava disposta aliviar-lhe a sogra dividindo-o. A senhora Vaz ressequia de tanto chorar, colocava remédios receitados à escondida no meio da comida, biotônicos, vitaminas, dopantes como calmantes dos pesados... ela sim drogava o filho e esse saia-se cada vez mais chibil. Mas havia horas de pura revolta da matrona e subia ao quarto do filho, encolerizada, falando que poria termo a sua vadiagem: ou por-se-ia de pé pronto a voltar ao trabalho ou metê-lo-ia internado! Nem tchum para mãe, o não fazer nada que Deus lhe havia promulgado valia também em não reagir contra ninguém e nem contra quais fossem as injurias e ameaças que recebesse.  E vamos nós com nós, a mãe só da boca pra fora tinha coragem, o resto nela era a maior dó do mundo pelo filho; parecia entender nos seus instantes de clareza que tudo era muito natural de se estar acontecendo: com a morte do pai ele viu-se livre e livre até de mais das  pressões que fizera dele uma máquina que agora pifou. Mas como sustentar essa compreensão em meio tudo desabar, a casa entrar em colapso, ora, se arrimo de família deixa de render nem por isso as contas param de vir e apesar de terem boas economias elas iam-se escoando numa velocidade absurda que se deixava mostrar a todos, o portão elétrico enguiçado, o mato a subir pelas paredes, uma rachadura na soleira... a paralisia do filho era também a dos serviços que mantinham a casa em bom estado. O programa ainda rolava, o pastor conversava com Lenílson, mas já pouco me interessava por aquele da tv, o Lenílson que eu remontava era mais interessante, muito mais vivo... desliguei a tv! Deitei na tentativa, mas quem disse que conseguia pregar os olhos. Lembrei dos últimos episódios que minha mãe me foi contando, aos picados, logo colhia os acontecimentos em casa da vizinha.  A mãe de Lenílson pensou em se matar, foi minha mãe que ajudou afastá-la dessa idéia, mas isso não antes dela tentar todos os recursos que ela se achou capaz de recorrer, o último deles foi... o falecido Vaz teve uma queda em época da vida por espiritualidades e reencarnações, interesse que passou como vento ligeiro, mas ficaram em casa poucos livros na instante sobre o assunto, os mesmos que a senhora Vaz foi buscar como uma instância para ver se lhe valiam no caso de pôr o filho em ativa. Que confusão a cabecinha dela se transformou. Sempre foi católica de uns poucos sermões guardados na caixola, santos espalhados pela casa e de ter a folhinha de Nossa Senhora marcando data, nunca deitara no evangelho mais que um olhar furtivo e agora embutia mal e porcamente ditames de Blavatsky, Kardec... com um tanto de livrecos de auto-ajuda que se vai muito difundido entre nós e dos piores que se podem arranjar. Com as leituras conseguia serenar a cabeça um pouco, mas era só perceber uma infiltração nas paredes, ter que dispensar uma empregada por não poder mais mantê-la, não ter mais jardineiro que lhe cuidasse do jardim que tudo lhe estava mal de novo e se punha em desatino de pensar matar-se; dizia não suportar seu karma. E dos 19 aos 21 não fez outra coisa que não fosse estar em seu quarto, Lenílson, e sempre bem asseado, disso não se descuidava, fazia barba, tomava banho, todo dia... até que sentiu os ossos doerem de tanto sedentarismo. Evadiu-se sem mais nem menos; a mãe que naquele dia entrou em seu quarto com a ração diária e viu o quarto bem arrumado como há tempo não via, já uma alegria sentiu. Nem sinal do habitante enclaustrado, outra alegria maior tomou-a. Pensou um monte: até na possibilidade mesmo de que Deus tivesse enfim cumprido o que combinou com o filho e lhe tivesse dado o seu desígnio. Pôs-se em vigília até que o filho retornasse, queria abraçá-lo loucamente, dar graças à Deus, ver a vida se restabelecer... e ficou ela na paralisia, não fazia nada, nem mesmo cuidava de se alimentar, não fosse minha mãe que lhe preparasse algo definharia ali no sofá posto defronte da porta de entrada esperando o filho romper a sala. Um, dois, três dias... e nada voltar o filho, no sétimo dia pressentiu ela que seria o da volta assim como fora da última vez que Lenílson aprontou sumiço parecido. Ajeitou a casa, perfumou-a, floriu-a, preparou boa cozinha, iguarias prediletas do filho, deixou no banheiro toalha felpuda, roupas limpas, esperava-o roto novamente. Mas qual que veio! Superou os sete dias, foi somente no décimo segundo dia que tornou ao lar quando a mãe já duvidava do regresso e tentava recuperar sua normalidade entregando-se às tarefas domésticas. Pode se estranhar, mas nos dias nono, décimo e décimo primeiro do sumiço ela se encontrava feliz de verdade e bem aliviada, porque se contentou pensar que estivesse como/onde/com quem estivesse o filho pelo menos tinha resolvido encarar o mundo novamente. Foi uma surpresa estranha ver seu filho retornar, ainda mais como se lhe apresentara. Lenílson estava em figura e espírito muito contrário a primeira experiência: aprumado num bom terno e tinha uma energia emanando confiança e auto-estima. Teve tudo de um reencontro emocionante e quis a mãe saber tudo sobre o que se passara com ele nesses dias, também sua maior dúvida: Deus havia reaparecido a ele? Em meio uma enxurrada de questionamentos e muito fugidio o rapaz, só dizia uma única coisa: - “Virei” crente, mãe! Assim o mistério permanecia, mais um na galeria do jovem. E creio que a senhora Vaz deve se perguntar quantos mais virão para seu sofrimento. Eu que há um bom tempo tinha levantado da cama e enquanto pensava nisto tudo, também já tinha feito uma boquinha matinal e assistia o amanhecer do dia, as primeiras fagulhas de sol rompendo o horizonte... uma deslumbrante visão, ah, mas juro trocaria por um bocado de sono. Havia me entregado a remontar todo esse caso fantástico para no fim ver se eu não engrossava o coro: dizer que Lenílson “virou” crente simplesmente, mas em vão foi meu esforço se até o próprio atestou ter “virado” e pronto – ponto. Quem não engrossa o coro perde o sono.  &lt;br /&gt;Rogério Guarapiran – 05/2006&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26204240-114824790893024662?l=guarapiran.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guarapiran.blogspot.com/feeds/114824790893024662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26204240&amp;postID=114824790893024662&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/114824790893024662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/114824790893024662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guarapiran.blogspot.com/2006/05/ele-virou-crente-ponto.html' title='Ele virou crente - ponto'/><author><name>Guarapiran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06556240136400420477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SpOCxfB2tKI/AAAAAAAAAHQ/TiiZKBbYDwM/S220/corla.bmp'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26204240.post-114765509502881365</id><published>2006-05-14T21:56:00.000-03:00</published><updated>2006-05-14T22:04:55.036-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2353/2742/1600/cacunda.2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2353/2742/320/cacunda.2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana sem posts, porque estou decidindo minha vida e estou como esse corcunda míseraval aí. Na próxima semana retomamos. Obrigado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26204240-114765509502881365?l=guarapiran.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guarapiran.blogspot.com/feeds/114765509502881365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26204240&amp;postID=114765509502881365&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/114765509502881365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/114765509502881365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guarapiran.blogspot.com/2006/05/essa-semana-sem-posts-porque-estou.html' title=''/><author><name>Guarapiran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06556240136400420477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SpOCxfB2tKI/AAAAAAAAAHQ/TiiZKBbYDwM/S220/corla.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26204240.post-114705268538235987</id><published>2006-05-07T22:41:00.000-03:00</published><updated>2006-05-07T22:44:45.386-03:00</updated><title type='text'>"O Assassinato do Bibliotecário de Joelma"- Cont.</title><content type='html'>V&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da cortina entreaberta pôde-se ver achegando-se o jardineiro Miroel. A casa que agora bisbilhoto é a daquele que já sabemos morto da história, Ademir, o bibliotecário municipal. Morava bem, num bairro abastado, embora não tivesse automóvel, mantinha alguns outros luxos para sentir-se bem e auto-estimado. Uma de suas paixões era seu jardim frontal em qual cultivava espécimes botânicas muito curiosas e exóticas, dentre as de mor estima tinha em conta uma caninha do brejo plantada por sua falecida mãezinha e uma... um outro diabo de planta que não me lembro o nome (Ademir mesmo o dirá, sosseguem). O bibliotecário que acordara a pouco vagava pela casa de chinelas e vestia um pijaminha argênteo um tanto alambicado, avistou também a chegada de seu jardineiro, e sem se mostrar acionou o portão de casa com o controle remoto e pode entrar a fazer seus serviços, Miroel. Nossa vítima da primeira cena era um quarentão vaidosão, solteirão e solitárião, cuidara da mãe até esta apodrecer decrépita em seu aposento hoje cerrado e lacrado que exala, se meteres o nariz na fresta e aspirar violentamente, odor de crisântemo mais que murcho, ressequido e velho, poerento; não deixou que pessoa alguma a visse em doença degenerativa do sistema nervoso, nem aos médicos permitia. Causou escândalo silencioso na sociedade circundante, caso que o tomaram por monstro os que conheciam o caso. Não se importava e até sentia certo prazer e orgulho aos olhares receosos que o miravam ao sair e entrar de sua casa. Diz uma lenda, que não pegou nem se difundiu, porque só duas pessoas a comentam em âmbito familiar e em contextos restritos que o esqueleto da velha adormece ainda no quarto funéreo e sai de quando em quando do seu aposento, principalmente aos dias que o filho prepara sua bebida predileta, o chá da caninha do brejo. Lendas são lendas (não precisava dizer isso, mas é isso). Depois de passar um cafezinho deveras aromático, aprumou-se para o trabalho em boa camisa de tom pastel e calça de brim como as que não se usam mais. Ademir era utópico... (também isso não precisava dizer, mas está dito) Pousou os beiços feito borboleta na xícara de café e sorveu o líquido como sugasse néctar duma flor graciosa. Ao sair de casa pegou seu molho de chave, crachá e carteira. Dava-se já para rua quando lembrou de levar uma fruta, como costumaz fazia, para degluti-la no meio da manhã, quando lhe dava uma fome angustiante. Correu a passos tão leves à cozinha que parecia flutuar, os bracinhos finos sacolejavam, era como o beija-flor no seu vôo lépido, pousou à frente de sua fruteira e vacilou em escolher qual fruta levaria, acariciou uma banana, uma pêra, uma maçã, voltou à banana, foi para o kiwi, achou-o peludo demais, rejeitou-o; a pêra parecia-lhe passada, descartou-a; teria de escolher entre as que restou. Seria sua primeira escolha a banana como todos os dias, pois que precisava ingerir carboidratos que ela lhe fornecia para não padecer de câimbras, seu único mal de saúde, de resto tinha para dar e vender. Mas não esqueçamos, o dia era estranhíssimo, nosso bibliotecário quis dar-se ao revés da rotina, doidamente mudou da sempre banana que a metia no bolso pra uma bela maçã escolher. Na saída pegou-se ainda da casaca, não estava tão frio, mas nunca descuidou do peito e um livro que se encontrava no sofá. Fora estava Miroel de quatro arrancando alguns matinhos impertinentes que ousavam crescer naquele belo jardim e assobiava uma melodia inidentificável de quatro notas. Como pegasse de sua monareta 73 elengantérrima e estivesse pronto para sair, chamou: - Miroel, tudo certinho aí? – Opa, tudo em riba, seu Ademir. – Ah Miroel, faz tempo que eu tô pra te dar uma coisa... o jardineiro olha-o conturbado, logo alivia-se ao vê-lo estender um livro. – Tudo sobre plantas, jardinagem e um pouquinho mais. Ele levanta e recebe o agrado com muita cortesia: - Ô, obrigado, vai ser de grande valia... [que merda é essa? O viadão tá pensando que nasci ontem... refletiu Miroel enquanto examinava superficialmente o presente] – Que bom que você gostou, e deu um sorrisinho superior. - Ah, antes de eu ir, só mais uma recomendação: da outra vez você cortou minha xefléra (“xefléra” isso que eu tentara lembrar ainda há pouco, aí está, como disse), sei que não fez por mal, mas não a corte mais, eu adoro xefléra e morro por ela. Prontamente o jardineiro acenou-lhe entendido e deu como soubesse de qual planta ele tratava. – Sabe de que planta estou falando, logicamente... qualquer coisa consulte o livro, adeus! Partiu garboso na sua monareta. O jardineiro folheia o livro [essa porra pro diabo!] e não vendo utilidade joga-o ali mesmo. Arma-se de seu tesourão e mãos à obra!... opa, detém-se um instante... [qual será a tal de “xefléra” que não quer que corte?] intuitivamente tenta descobrir passando o olho pelas plantas, olha o livro jogado aos seus pés... [aí pode estar a resposta.... foda-se!] Mete o tesourão em tudo, raivoso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26204240-114705268538235987?l=guarapiran.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guarapiran.blogspot.com/feeds/114705268538235987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26204240&amp;postID=114705268538235987&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/114705268538235987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/114705268538235987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guarapiran.blogspot.com/2006/05/o-assassinato-do-bibliotecrio-de.html' title='&quot;O Assassinato do Bibliotecário de Joelma&quot;- Cont.'/><author><name>Guarapiran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06556240136400420477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SpOCxfB2tKI/AAAAAAAAAHQ/TiiZKBbYDwM/S220/corla.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26204240.post-114645541385450891</id><published>2006-05-01T00:45:00.000-03:00</published><updated>2006-05-01T00:50:13.863-03:00</updated><title type='text'>Assassinato do Bibliotecário de Joelma - Cont.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2353/2742/1600/espelho.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2353/2742/320/espelho.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ola, mais uma postagem. Essa foi uma semana triste, porém engraçada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                    &lt;br /&gt;                                      IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jair acordou de sobressalto como se num instante último de seu sonho galopante lembrassem-lhe o dever de todas as manhãs: comprar pão para avó. Correu a verificar se sua avó dormia ainda no quarto ao lado e também a ver se seu irmão deixara o dinheiro em cima da mesinha da cozinha antes de sair ao trabalho. O dinheiro não estava lá... ele deu rodopios, soltou exclamações guturais, coçou o umbigo, bateu de leve a canela na cadeira... enfim, entrou em pane, nada que seja anormal para um anormal, comportamento de deficiente mental que era. Em distúrbio rodopiante deu de fuça com a porta da frente, queria atravessá-la, manejou tremilicadamente a maçaneta enferrujada e saiu às tontas para rua. Em frente da humilde casa, Gérson, seu irmão (aquele mesmo da roda fora do eixo), consertava sua bicicleta aos pontapés tentando por no centro sua roda empenada. Viu Jair desembestar no meio-fio. Assustou-se um pouco com a sempre imprevisão das atitudes do irmão, mas fez-se firme para num assobio agudo trazer-lhe de volta. – Tava indo pra onde, Jair? Tu deixa de loucura! O irmão intimou. – O dinheiro...do pão, replicou esbaforido. – Tá vendo que é cedo? Caiu da cama?... Gérson irritadiço desfere um croque na cabeça ovalina de Jair: - Ai, ai, gemeu o danado, a vó... comprá pão pra vó! Insistia na idéia e o irmão ralhava-lhe. Grudou-lhe enfim pelo colarinho esgarçado, arrastou-o e entraram os dois. No pequeno aposento da sala, tratou de fazer sentar Jair à força, este se contorcia e balbuciava monossílabos que se queriam palavras em seu débil cérebro que estava sendo oprimido: “pão” e “vó”. Outro croque, este agora mais contundente, forte, descontrolado, bufante, fustigou o rapaz como pedra escarpada fervente de granito que o atingisse bem sua testa numa velocidade aproximada de 27,77m/s vinda ela numa trajetória diagonal de cima pra baixo e causasse logo um rubro galo e gotejassem-lhe lágrimas duma dor aguda. As mãos vão logo à fronte e a cabeça logo ao vão dos joelhos. Gérson com a mão ainda atarracada ataranta-se em ver o que causou. – Veja o que você me fez fazer, sua culpa, sua culpa... e abana a cabeça como quisesse desanuviar sua tela mental que só exibia cenas terríveis de como trucidar um irmão mongolóide. Quis abraçá-lo, beijar sua testa, insistia com ele que não o queria mal, parou consternado frente ao moleque chorão: – Olha Jair, eu... eu... e antes que desse prosseguimento em sua oração arrependida, da fresta lateral da janela, uma leve brisa toca-lhe o ouvido esquerdo assoprando-lhe: - Caia de joelhos, filho, tu és mau e assim não te salvas; um arrepio correu seu corpo como fluido de estanho derretido a queimar suas intempestivas entranhas. Correu a fechar a janela, observou de relance que o tempo tornara-se feio lá fora, cinzento como não contava ser aquele dia. Teve tempo de dizer para si, ao lance que voltava para o irmão, que virá dia em que a voz soprante o deixará em paz. – Olha pra mim Jair! Vagarosamente soergueu a cabeça. – Você vai comigo à padaria, não tenho dinheiro, vou pedir fiado, aí você volta com o pão e prepara o café pra vó, sem ataques, a vó tá doente e por isso mesmo você tem que se comportar direitinho. Ele concordou com a cabeça e emendou: - a vó vai morrê amanhã... o irmão preparou instintivamente outro golpe, mas conteve e o indagou quem lho botou isto na cuca. – Eu sei, a vó vai morrê amanhã... – Ora, você quer que ela morra, seu condenado? – Compra flor pra vó! – Ai Jair, você só me dá dor de cabeça. Vem comigo! E puxou-o agora pela manga direita esburacada; saíram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26204240-114645541385450891?l=guarapiran.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guarapiran.blogspot.com/feeds/114645541385450891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26204240&amp;postID=114645541385450891&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/114645541385450891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/114645541385450891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guarapiran.blogspot.com/2006/04/assassinato-do-bibliotecrio-de-joelma_30.html' title='Assassinato do Bibliotecário de Joelma - Cont.'/><author><name>Guarapiran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06556240136400420477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SpOCxfB2tKI/AAAAAAAAAHQ/TiiZKBbYDwM/S220/corla.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26204240.post-114581989260720621</id><published>2006-04-23T16:13:00.000-03:00</published><updated>2006-04-23T16:18:12.610-03:00</updated><title type='text'>"O Assassinato do Bibliotecário de Joelma" - Cont.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2353/2742/1600/curiosidade.0.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2353/2742/320/curiosidade.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana mais uma publicação, um trecho vem de lambuja pelo seu tamanho, mas não menos importante na trama. fiquem ligados! Dedico esta postagem a esses dois curiosos aí em cima, saudades de vcs: Renan e Cleidoca... abração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não longe da cena do crime, como se ninguém pudesse vê-lo... (otário! Achou que podia escapar da onisciência do narrador) um vendedor de brigadeirões, rapaz assaz estrôncio, de olhos desemparelhados, ria esquisitamente como se lembrasse d’alguma piada antiga, ou d’uma memorial pegadinha do Ivo Holanda. Estava sentado numa calçada e recostado num poste, tinha seu tapeware posto ao seu lado com alguns três brigadeirões que não havia vendido até então. O que estaria fazendo ali? Vou lá saber, também não sei de tudo... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã desse suposto assassinato, muitas coisas saíram fora de seu eixo habitual, a começar pela roda da bicicleta de Gérson que apesar de estar sempre empenada nunca perdera o eixo até então. Conta-se também um fato de uma senhora, funcionária pública, ter chego na hora para seu expediente, o que nunca acontecera com ela em 25 anos de servidorismo. Estranhíssima essa manhã. Eram fatos e notícias dessa gravidade que a imprensa local publicava no seu tablóide “Cotidiano de Joelma” (vê-se a pasmaceira e explica-se o número reduzido de leitores). Mas graças às últimas turbulências e escândalos de órgãos públicos, em especial a polícia com seu trato autoritário e abusivo, enchera-se de suculentas matérias o jornaleco e conquistaram leitores à beça. Repórter Memo, hoje, repórter televisivo de uma emissora regional poderosa, iniciou sua carreira no CJ com uma coluna chamada “Patifarias do Comércio Joelmense” em que denunciava as velhacarias de comerciantes, os quais faziam consumidores de baixa renda trocarem mercadorias por trabalho semi-escravo. Puta denúncia! Trabalho investigativo que chamou atenção das emissoras e lhe valeu sua nova posição. Numa padariazinha, um, que chamaremos por alcunha de “Malandro”, era um desses tantos que se vê aos cantos dos balcões das padarias de todos os cantos do nosso país que se sabe insólito com um copo de pingado fumegante a assoprar. Seu pão com manteiga é preparado pela doce mocinha do balcão. Ela: - Toma seu pão... ah, deixe de ser pegajoso, Malandro... (veja aí quem lho deu o apelido, para não saíres dizendo que alcunho injustamente os desta história) Ele ao receber seu pãozinho aproveitou para acariciar as mãos da jovem. Um atentado que esse Malandro praticava todas as manhãs... mas deixemos os seus assédios para tratarmos do que viu ele próximo à padariazinha. Depois de acertar as contas, ainda ao pé do minúsculo estabelecimento assistiu a uma colisão que se deu logo ali na esquina próxima. Lembram-se da roda de Gérson fora do eixo? Ótimo se lembram. Guardem isto...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26204240-114581989260720621?l=guarapiran.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guarapiran.blogspot.com/feeds/114581989260720621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26204240&amp;postID=114581989260720621&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/114581989260720621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/114581989260720621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guarapiran.blogspot.com/2006/04/o-assassinato-do-bibliotecrio-de_23.html' title='&quot;O Assassinato do Bibliotecário de Joelma&quot; - Cont.'/><author><name>Guarapiran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06556240136400420477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SpOCxfB2tKI/AAAAAAAAAHQ/TiiZKBbYDwM/S220/corla.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26204240.post-114573023400475795</id><published>2006-04-22T14:27:00.001-03:00</published><updated>2011-01-08T20:04:43.615-02:00</updated><title type='text'>A título de explicação</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2353/2742/1600/livros.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2353/2742/320/livros.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;A todos que aqui aportam, sejam bem-vindos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um Rim Deslocado" é para mim o que mais traduz um sentimento de mal aconchego no organismo social;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Assasinato do Bibliotecário de Joelma é um conto adaptado da história original nascida para se tornar roteiro de cinema. A idéia original foi composta, em igual participação por 4 autores: Carlão, Tarugo, Corla e Palidão;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conto será será publicado em postagens semanais, todos os domingos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhem esta insana historieta e comemtem podendo até contribuirem com sugestões para o rumo da ação&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26204240-114573023400475795?l=guarapiran.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guarapiran.blogspot.com/feeds/114573023400475795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26204240&amp;postID=114573023400475795&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/114573023400475795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/114573023400475795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guarapiran.blogspot.com/2006/04/ttulo-de-explicao.html' title='A título de explicação'/><author><name>Guarapiran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06556240136400420477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SpOCxfB2tKI/AAAAAAAAAHQ/TiiZKBbYDwM/S220/corla.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26204240.post-114521327539625716</id><published>2006-04-16T15:46:00.000-03:00</published><updated>2006-04-16T15:47:55.406-03:00</updated><title type='text'>O ASSASSINATO DO BIBLIOTECÁRIO DE JOELMA</title><content type='html'>I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia um corpo entrevado caído ao chão, estranhamente contorcido. Aos que passavam causava espanto a expressão sofrida do cadáver. Os músculos da face, todos repuxados, conservavam o momento de maior dor que fez aquele homem sucumbir. – Que horror!, diziam os passantes que pouco a pouco tornavam-se uma pequena multidão rumorosa a especular sobre o intrigante morto naquela manhã brumosa de vento frio que incomodava um troglodita de regata que obliquamente olhava a cena enquanto atravessava o terreno baldio que servia de atalho aos cidadãos de Joelma – pacata cidadesca interiorana dum país insólito – ligando um bairro a outro. A polícia isolava o local e uma concisa equipe de jornalismo chegava para cobrir o acontecimento. O repórter, homem todo amalucado, dono de uma gesticulação estapafúrdia era um tipo psicótico, um figurão da tv, tinha uma barba não delineada, um cabelo de ondulações toscas, não penteado, que incrivelmente se harmonizavam num rosto de narinas esgarçadas, numa cabeça que mais parecia uma pichorra num corpo delgado e que lhe conferia aspecto imponente aos telespectadores, realmente tinha algo de hipnotizador. Tendo como seu fundo a cena do crime começa a gravar seu material para o jornal, seu câmera é meio vacilante, um amador caído de pára-quedas no jornalismo, segue o instinto nas filmagens, por vezes desviando o foco, atitude que irrita profundamente o nosso figurão. Em torno do corpo estava o delegado superintendente, dono da polícia da cidade; seu investigador, um cara sisudo de olhar cortante e sempre pronto a usar de violência contra os civis inocentes, suspeitos ou culpados; e mais o escrivão da polícia que também era fotógrafo criminal por quebra-galho. O delegado irritadiço dizia energicamente: - rapazes, esse homem aqui não morreu em vão, morreu por nós, é uma espécie de redentor, vai regenerar a polícia – o investigador quis interromper a fala do seu chefe, porque não entendia onde ele queria chegar, mas sem ânimo deixou que continuasse sua fantabulosa versão sobre o caso. – ...rapazes, vocês não enxergam, mas quê vergonhosa situação nos encontramos, a corporação está difamada, aquela denúncia de que espancávamos deliberadamente e gratuitamente os travestis de rua manchou nossa imagem... – mas isso está errado, interrompeu o escrivão Dirceu, nessa campanha da imprensa parece que somos preconceituosos, não batíamos só nos travesti de rua, mas nos de família também. O delegado retoma: - abusamos sim, mas é tudo culpa do repórter Memo, ainda vou matar aquele patife! E sem eles perceberem o cinegrafista e o jornalista já estavam bem atrás deles gravando a conversa dos policiais: - como é que é, vai me matar memo?! Eu sou o repórter Memo, repórter Memo... repetia para câmera enquanto o investigador afastava aos safanões os dois penetras para fora do perímetro policial. A câmera só parou de registrar as imagens quando um tapa a levou ao chão, mas ainda pode captar a ameaça que o investigador fez: - sua ousadia, repórter Memo, vai lhe custar... Altissonante o delegado ordena que recolham as testemunhas, as pessoas que por ali espiavam dispersam-se, mas ainda se consegue apanhar uns três gaiatos que são conduzidos à delegacia debaixo de bordoadas. A sós com o defunto o investigador fuça nos bolsos da calça e do casaco nos quais encontra um molho de chave, um crachá, uma carteira aveludada donde havia alguns cartões e uma maçã argentina não violada por qualquer arcada dentária...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26204240-114521327539625716?l=guarapiran.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guarapiran.blogspot.com/feeds/114521327539625716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26204240&amp;postID=114521327539625716&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/114521327539625716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/114521327539625716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guarapiran.blogspot.com/2006/04/o-assassinato-do-bibliotecrio-de.html' title='O ASSASSINATO DO BIBLIOTECÁRIO DE JOELMA'/><author><name>Guarapiran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06556240136400420477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SpOCxfB2tKI/AAAAAAAAAHQ/TiiZKBbYDwM/S220/corla.bmp'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26204240.post-114515555810870267</id><published>2006-04-15T23:44:00.000-03:00</published><updated>2006-04-15T23:45:58.116-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2353/2742/1600/carinha.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2353/2742/320/carinha.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26204240-114515555810870267?l=guarapiran.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guarapiran.blogspot.com/feeds/114515555810870267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26204240&amp;postID=114515555810870267&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/114515555810870267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/114515555810870267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guarapiran.blogspot.com/2006/04/blog-post.html' title=''/><author><name>Guarapiran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06556240136400420477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SpOCxfB2tKI/AAAAAAAAAHQ/TiiZKBbYDwM/S220/corla.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26204240.post-114515375358421410</id><published>2006-04-15T23:12:00.000-03:00</published><updated>2006-04-15T23:15:53.593-03:00</updated><title type='text'>Um Rim Deslocado</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;strong&gt;Ai corpo cego, turvo e desgostoso&lt;br /&gt;Que como nunca está perdido e só!&lt;br /&gt;- Tu, que fostes outrora poderoso&lt;br /&gt;- Tens agora a alma debaixo da sola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se um cancro minasse a vida,&lt;br /&gt;Sorvendo o que há de mais vital em mim.&lt;br /&gt;É como se um trator passasse em cima,&lt;br /&gt;Esmagando-me tim-tim por tim-tim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Queres carregar o mundo nas costas,&lt;br /&gt;- Agora, pagarás com sofrimento.&lt;br /&gt;- Imbecil, vai gostar de quem te gosta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que devo escrever no meu testamento?&lt;br /&gt;Devo, para o bem, doar os meus rins,&lt;br /&gt;Única coisa boa dentro de mim? &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26204240-114515375358421410?l=guarapiran.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://guarapiran.blogspot.com/feeds/114515375358421410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26204240&amp;postID=114515375358421410&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/114515375358421410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26204240/posts/default/114515375358421410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://guarapiran.blogspot.com/2006/04/um-rim-deslocado.html' title='Um Rim Deslocado'/><author><name>Guarapiran</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06556240136400420477</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_ANwrMw7gKBE/SpOCxfB2tKI/AAAAAAAAAHQ/TiiZKBbYDwM/S220/corla.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
